Sobre
Moro em São Paulo e nasci em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Meu nome é esquisito e eu sei.
Mudei-me muito. Já vivi em Natal, Recife, Olinda, Brasília, Porto Alegre. Fiz uma coisa muito errada e fui condenado a três anos de Rio de Janeiro. Mantive meu orgulho e, durante todo esse tempo, só pisei na praia cinco vezes, a contragosto. Não tenho senso de humor, daí que terras cariocas não são pro meu bico. Tento seguir os passos do Ivan Lessa e do Paulo Francis, meio atrasado e lento.
Trabalhei anos com publicidade, mas nunca me considerei um publicitário. Faço jornalismo porque pensava ser necessário para ser jornaleiro. E não é preciso não, no duro. Agora é tarde demais e vou terminar a faculdade. Não tenho muitas opções para as minhas qualidades. Falta-me paciência para a medicina, engenharia e direito.
Também tento ser escritor, contra a vontade. Mas uns malucos gostam dos meus escritos e não me deixam largar a pena. Eu sou um pau mandado confesso. Se seguisse meus sonhos, ia caçar focas no Alaska. Outra profissão que está com seus dias contados. Eu também daria um ótimo bon vivant, mas pelo que ouvi, não pagam bem.
Eu toco guitarra, ouço blues e gosto de jazz. Também tenho um cachorro que tento não esquecer antes de fugir de furacões. Coleciono canetas bico-de-pena e consegui comprar um carro. Na minha frente, ou está um dos meus livros ou meu MacBook. Janto em Pubs. Tratando-se de mulheres, sou superficialmente superficial e profundamente profundo. Mas isso deve ser apenas uma desculpa para a frase “desculpem-me as feias, mas beleza é fundamental”. Eu transformei uma história divertidíssima do Vinícius e do Tom nessa máxima. Ah, eu adoro máximas.


