“Never before in the history of this country”

Deu lá fora

Deu lá fora

Esse é um post rápido. Nada demais.

Eu me pergunto sempre, o que leva alguém a trabalhar no G1? Sério, a cada dia vejo que revistas como a Veja, Estadão e Globo rebaixam seus níveis de excelência. Falta gente competente? Gente competente não consegue bons QI (quem indica)? Afinal, que merda acontece nas redações brasileiras hoje?

Vejamos um exemplo simples e prático. A resista "The Economist" publicou uma grande reportagem sobre o Brasil. O que o portal G1, da Globo, tida como o melhor jornalismo brasileiro publica? Uma nota, sem autoria definida, resumindo a matéria inteira nessa besteira com chamada no site. Basta ler a matéria. Se não sabes inglês, confie no Reinaldo Azevedo aqui e aqui.

Fiz um teste vocacional nessa semana. Ganhei-lo, ok? Bem, deu que jornalismo, para moi, é perda de tempo. Três anos perdidos nessa besteira. Mas analisando bem, errei feio mesmo na carreira escolhida. Eu não gosto de gente. Não manteria o sigilo da fonte. Não causo empatia. E eu com isso? Tenho um grande e bom relacionamento com meu advogado criminalista.

Pra jornalista eu não sirvo. Alguém tem alguma sugestão?

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1 Comment

  • Christian disse:

    Eu passei por esse ‘pro­blema’ com a ar­qui­tetura. Decidi que ter­mi­naria o curso, para não perder tudo que havia feito até o in­sight e também para ter um cu­ringa (um cu­ringa ruim diga-​se).

    Daí me co­loquei em outra di­reção — estudo, de­di­cação e es­forço para tornar a coisa ren­tável, porque pra­zerosa já é.

    A ar­qui­tetura está na gaveta, mas eu noto que ‘percebo’ coisas que os não-​arquitetos não per­cebem e que são im­por­tantes pra essas pessoas (por exemplo, a qua­lidade das ci­dades). Noto também que noto coisas que a maioria dos ar­qui­tetos não percebe (por exemplo, que a qua­lidade das ci­dades de­pende do tra­balho deles; isto de­veria ser óbvio, mas não é). Talvez essas per­cepções possam ser apro­vei­tadas de alguma forma — um livro, uma coluna num jornal, um ma­ni­festo (old times…) etc.

    Não acho di­fícil fazer algo pa­recido com o jor­na­lismo — e com uma pos­sível aversão à car­reira. Talvez seja ainda mais fácil do que na ar­qui­tetura, porque a su­jeira está aí, ao al­cance dos dedos. O G1, por exemplo, ren­deria um livro (de humor, claro) só com os erros e pi­ca­re­tagens jornalísticos.

    Se não pode juntar-​se a eles — e é sa­lutar que não se junte mesmo –, pode combatê-​los. Como o nível de tes­tos­terona das re­dações vem des­pen­cando a cada ano, trata-​se de um combate fácil para quem, como você, tem in­te­li­gência e olhos para ver.