Casa nova. Criar um novo blog (ou continuar com o BN) não era um plano. Não mesmo. Porém, cá estou. Tudo novo mas com aquela velha pergunta na cabeça: “e agora, faço o quê?”.
Ter um blog já encheu meu saco. No duro. Passou a novidade, a época de ouro e, sei lá a razão, não gosto mais desses textos organizados por dia, como num diário de bordo. Passam os anos e escrever no blog vira um trabalho maçante, quase tanto quanto ler blogs. Essa gente perdeu a timidez, até delegado da polícia federal tem blog pra ficar se justificando. Quando algo desce a tal nível, melhor esquecê-la ou inventar alguma forma de melhorá-lo.
Mas como reinventar o Breves Notas? Dá um baita trabalho, isso eu digo. Antes de mais nada, é preciso descobrir o foco do novo projeto. É difícil. Não vou criar um site bem fácil, como os que falam de iPods ou computadores. Muito menos ficar fazendo clipping de notícias. A minha vida é tão banal que dá sono em mim, portanto, nada do dia-a-dia desse velhaco rabugento. Pronto, esgotaram os assuntos para um “blog”. Sobra alguma coisa? Claro que sim.
Sobra muito ainda. E organizar esse “conteúdo caótico” da minha cabeça se torna um bom desafio. Marcar cada coisa com canetinha colorida para não perder o fio da meada.
Bom, vou sentar o meu sofá, acender um cigarro e tomar um uísque para esperar que a resposta apareça na minha frente. E sim, essa é a melhor forma de se achar respostas. Se você tem uma boa pergunta, ela acaba aparecendo mesmo, assim, do nada. Stay tuned.
Pois é, Lefebvre. Eu também já enchi o saco de blog há muito tempo. Maçou. Banalizou. Já pensei em apagar o meu e sumir da “blogosfera” completamente.
Mas… tem uma parte de mim que, idioticamente, quer ser o super-blogueiro-famosão. O Inagaki da vida. A mesma parte que me faz vigiar as estatísticas de acesso, verificar quem linka para mim, estas merdas.
Mas é bom. tem certas horas que você olha em volta e percebe que ninguém vai dar a mínima para o que você quer dizer, só aquele nicho específico de pessoas que lêem seu blog.