“Never before in the history of this country”

novembro 13 1 Comment Category: Asides


Bem-​vindo ao Breves Notas. Apro­veite o texto, veja os posts re­la­ci­o­nados e não se es­queça de as­sinar o site. Espero vê-​lo de novo por aqui depois de você achar o que te interessa.


Deu lá fora

Deu lá fora

Esse é um post rápido. Nada demais.

Eu me per­gunto sempre, o que leva alguém a tra­balhar no G1? Sério, a cada dia vejo que re­vistas como a Veja, Es­tadão e Globo re­baixam seus níveis de ex­ce­lência. Falta gente com­pe­tente? Gente com­pe­tente não con­segue bons QI (quem indica)? Afinal, que merda acontece nas re­dações bra­si­leiras hoje?

Ve­jamos um exemplo simples e prático. A re­sista “The Eco­nomist” pu­blicou uma grande re­por­tagem sobre o Brasil. O que o portal G1, da Globo, tida como o melhor jor­na­lismo bra­si­leiro pu­blica? Uma nota, sem au­toria de­finida, re­su­mindo a ma­téria in­teira nessa bes­teira com chamada no site. Basta ler a ma­téria. Se não sabes inglês, confie no Rei­naldo Azevedo aqui e aqui.

Fiz um teste vo­ca­cional nessa semana. Ganhei-​lo, ok? Bem, deu que jor­na­lismo, para moi, é perda de tempo. Três anos per­didos nessa bes­teira. Mas ana­li­sando bem, errei feio mesmo na car­reira es­co­lhida. Eu não gosto de gente. Não man­teria o sigilo da fonte. Não causo em­patia. E eu com isso? Tenho um grande e bom re­la­ci­o­na­mento com meu ad­vogado criminalista.

Pra jor­na­lista eu não sirvo. Alguém tem alguma sugestão?

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  1. Eu passei por esse ‘pro­blema’ com a ar­qui­tetura. Decidi que ter­mi­naria o curso, para não perder tudo que havia feito até o in­sight e também para ter um cu­ringa (um cu­ringa ruim diga-​se).

    Daí me co­loquei em outra di­reção — estudo, de­di­cação e es­forço para tornar a coisa ren­tável, porque pra­zerosa já é.

    A ar­qui­tetura está na gaveta, mas eu noto que ‘percebo’ coisas que os não-​arquitetos não per­cebem e que são im­por­tantes pra essas pessoas (por exemplo, a qua­lidade das ci­dades). Noto também que noto coisas que a maioria dos ar­qui­tetos não percebe (por exemplo, que a qua­lidade das ci­dades de­pende do tra­balho deles; isto de­veria ser óbvio, mas não é). Talvez essas per­cepções possam ser apro­vei­tadas de alguma forma — um livro, uma coluna num jornal, um ma­ni­festo (old times…) etc.

    Não acho di­fícil fazer algo pa­recido com o jor­na­lismo — e com uma pos­sível aversão à car­reira. Talvez seja ainda mais fácil do que na ar­qui­tetura, porque a su­jeira está aí, ao al­cance dos dedos. O G1, por exemplo, ren­deria um livro (de humor, claro) só com os erros e pi­ca­re­tagens jornalísticos.

    Se não pode juntar-​se a eles — e é sa­lutar que não se junte mesmo –, pode combatê-​los. Como o nível de tes­tos­terona das re­dações vem des­pen­cando a cada ano, trata-​se de um combate fácil para quem, como você, tem in­te­li­gência e olhos para ver.

    Christian 13 novembro 2009 at 12:12 Permalink

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