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	<title>Breves Notas - Lefebvre de Saboya</title>
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	<description>Não esqueça de comentar o texto. A sua opinião é importante e ajuda o blog. Breves Notas - Lefebvre de Saboya</description>
	<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 19:31:54 +0000</pubDate>
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		<title>Verbetes de Um Dicionário - Roberto Campos</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 17:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Em longas viagens de trem pelo interior da China, a dois mil quil&ocirc;metros de Beijing, tive tempo de adicionar alguns verbetes &agrave; minha ansiosamente esperada obra "Enciclop&eacute;dia da Ignor&acirc;ncia". Recebi propostas de v&aacute;rios editores, sendo que a mais atraente sugeria um nome para o "magnum opus"; - "Bagun&ccedil;ologia". Eis os novos verbetes que interessar&atilde;o aos segmentos mais esclarecidos da sociedade. Se o inquestion&aacute;vel brilho e erudi&ccedil;&atilde;o lexicogr&aacute;fica acima revelados n&atilde;o me credenciarem para a Academia Brasileira de Letras, &eacute; porque n&atilde;o h&aacute; justi&ccedil;a social nesse pa&iacute;s.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_410" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2009/01/3005547037_79a0e81fd5_b.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2009/01/3005547037_79a0e81fd5_b.jpg');" rel="shadowbox[post-397];player=img;"><img class="size-thumbnail wp-image-410" title="3005547037_79a0e81fd5_b" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2009/01/3005547037_79a0e81fd5_b-150x150.jpg" alt="Carta Para Obama" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Carta Para Obama</p></div>
<p>Escondido no meio da minha biblioteca, achei o &#8220;<strong>Guia Para os Perplexos</strong>&#8220;, do Roberto Campos. Livro bem &uacute;til, ainda mais nesses tempos de &#8220;<em>crises</em>&#8220;, de gente apavorada, de um povo que n&atilde;o aprende nada e esquece tudo. &Eacute; uma colet&acirc;nea de textos publicados pelo Economista, Diplomata e Senador. Sua primeira parte &eacute; composta de um mini gloss&aacute;rio, uma defini&ccedil;&atilde;o de termos para o m&uacute;tuo entendimento nas conversas. Como eu preciso ficar a toda hora relembrando o significado deles no Breves Notas, melhor publicar logo todos os verbetes. O livro j&aacute; se esgotou, n&atilde;o &eacute; republicado e continua a ser uma necessidade.</p>
<p>At&eacute; mesmo uma utilidade p&uacute;blica.</p>
<p>As semelhan&ccedil;as do Governo Sarney com o atual Petismo de cabresto n&atilde;o &eacute; pura coincid&ecirc;ncia. Muitos do que fizeram parte do governo de l&aacute; ocupam cargos no governo de c&aacute;, e sem nunca ter mudado de partido. Mas isso merece uma maior reflex&atilde;o mais tarde.</p>
<h2>Verbetes de Um Dicion&aacute;rio (I)</h2>
<blockquote><p>&#8220;N&atilde;o &eacute; proibido dizer a verdade sob o v&eacute;u do gracejo&#8221; - Horatio</p></blockquote>
<p>Estou de partida para a China, na esperan&ccedil;a de trazer um estoque de vacinas <em>&#8220;Deng Xiaoping&#8221;</em> para combater as epidemias de &#8220;<em>Tupiniccocus pallidus&#8221;</em>, <em>&#8220;Bureauccocus Planaltinus&#8221;</em> e <em>&#8220;Papyrococcus cartorialos ac physiologicus Brasiliensis&#8221;</em>, que grassam em Bras&iacute;lia. Afinal de contas, se o l&iacute;der chin&ecirc;s – que, h&aacute; pouco mais de um dec&ecirc;nio, durante a Revolu&ccedil;&atilde;o Cultural, foi exposto &agrave; execra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, obrigado a carregar estrume na cabe&ccedil;a nas ruas de Beijing, com um cartas que dizia &#8220;traidor capitalista&#8221; – conseguiu sacudir a multimilenar burocracia chinesa, deve ser poss&iacute;vel descartorializar nossa burocracia, esclerosada h&aacute; apenas 164 anos&#8230;</p>
<p>Mas antes de partir, ocorreu-me que poderia dar uma contribui&ccedil;&atilde;o ao esclarecimento das massas, se lhes facilitasse a compreens&atilde;o da &#8220;novil&iacute;ngua&#8221; da Nova Rep&uacute;blica. Por isso preparei alguns verbetes de dicion&aacute;rio.</p>
<p><strong>SECA</strong>, s.f. - Acidente clim&aacute;tico, caracterizado pela falta de chuvas, que produz infla&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os agr&iacute;colas. O ant&ocirc;nimo &eacute; &#8220;<strong>Cheia</strong>&#8221; ou &#8220;<strong>Enchente</strong>&#8220;, caracterizada pela abund&acirc;ncia de chuvas, que tamb&eacute;m produz alta de pre&ccedil;os agr&iacute;colas.</p>
<p><strong>ESPECULADOR</strong>, s.m. - Agente econ&ocirc;mico que s&oacute; compra na baixa para vender na alta. Entra em hiberna&ccedil;&atilde;o quando n&atilde;o h&aacute; expans&atilde;o monet&aacute;ria, porque ent&atilde;o inexistem altas.</p>
<p><strong>PROGRESSISTA</strong>, adj. tamb&eacute;m usado como s.m. e s.f. - Denomina&ccedil;&atilde;o aplicada aos que reclamam mudan&ccedil;as urgentes. N&atilde;o se preocupam com o endere&ccedil;o da mudan&ccedil;a e muito menos com os m&eacute;todos e ve&iacute;culos para faz&ecirc;-la. O importante &eacute; manter o Governo metendo o bedelho na economia., em postura din&acirc;mica. Os setores &#8220;progressistas&#8221; mais de vanguarda entendem por &#8220;progresso&#8221; o &#8220;regresso&#8221; &agrave; situa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-1964.</p>
<p><strong>ESQUERDISTA</strong>, adj. tamb&eacute;m usado como s.m. e s.f. - Denomina&ccedil;&atilde;o aplicada aos que n&atilde;o est&atilde;o no centro, nem na direita, nem no alto. Habitualmente est&atilde;o a Leste. Desejam distribuir a propriedade alheia e gostam de votar impostos por&eacute;m n&atilde;o de pag&aacute;-los. De um modo geral, acham que a sociedade deve distribuir mais do que produz, desde que as esquerdas (quer dizer, eles mesmos) se encarreguem da distribui&ccedil;&atilde;o. Donde o prov&eacute;rbio: &#8220;<em>muitos dos interessados na distribui&ccedil;&atilde;o do bolo querem sobretudo o controle da faca</em>&#8220;. A tradu&ccedil;&atilde;o latina de homem de esquerda &eacute; &#8220;<em>homo sinistrae</em>&#8220;.</p>
<p><strong>PACTO SOCIAL</strong> - Express&atilde;o usada para denominar um entendimento no qual os assalariados consentem em menores sal&aacute;rios, os empres&aacute;rios em menores lucros, possibilitando ao Governo continuar abiscoitando a maior parte do bolo.</p>
<p><strong>CATOLICISMO DE ESQUERDA</strong> - Por pudic&iacute;cia, este dicionarista se abst&eacute;m de qualquer defini&ccedil;&atilde;o, recorrendo ao verbete do escritor Leon Bloy, uma das gl&oacute;rias do pensamento cat&oacute;lico franc&ecirc;s: &#8220;<em>Catholicisme de gauche n&#8217;est que protestantisme de merde</em>&#8220;.</p>
<p><strong>NEGOCIA&Ccedil;&Atilde;O DURA </strong>- Express&atilde;o usada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; d&iacute;vida externa. Indica disposi&ccedil;&atilde;o para pagar &#8220;spreads&#8221; mais altos e ter prazos mais curtos, em troca do direito de xingar os banqueiros e dizer &#8220;n&atilde;o&#8221; ao FMI. Permite evitar auditorias externas, habilitando o pa&iacute;s a manter um &#8220;Caixa Dois&#8221;. A vantagem principal &eacute; emitir papel moeda e aumentar o d&eacute;ficit p&uacute;blico sem dar satisfa&ccedil;&atilde;o a ningu&eacute;m.</p>
<p><strong>INFORM&Aacute;TICA</strong>, s.f. - Alian&ccedil;a entre militares, esquerdistas e empres&aacute;rios antidarwnianos. Estes acreditam que deve sobreviver n&atilde;o o mais apto e sim o mais protegido da concorr&ecirc;ncia alheia. Deprecam &agrave;s autoridades que o mercado seja reservado para o menor n&uacute;mero poss&iacute;vel (idealmente apenas tr&ecirc;s empres&aacute;rios, como no caso da micro eletr&ocirc;nica). Artif&iacute;cio usado para induzir a &#8220;maioria&#8221; - centenas de milhares de usu&aacute;rios - a se subordinar aos interesses de uma &#8220;minoria&#8221; - poucas dezenas - de industriais do setor. Tamb&eacute;m usado para garantir privil&eacute;gios aos que copiaram antes dos outros. Serve freq&uuml;entemente para que os filhos e netos de imigrantes (Dytz, Suaer, Brizida, Fregni, etc.) documentem seu car&aacute;ter &#8220;genuinamente nacional&#8221; vetando qualquer associa&ccedil;&atilde;o com empresas dos pa&iacute;ses ancestrais. Segundo essa seita, produzir no pa&iacute;s s&oacute; &eacute; bom se o produtor tiver certificado de batismo local, sendo, em caso contr&aacute;rio, prefer&iacute;vel importar.</p>
<p><strong>PRIVATIZA&Ccedil;&Atilde;O</strong>, s.f. - Pol&iacute;tica segundo a qual o governo guarda o que &eacute; relevante e vende o que &eacute; irrelevante. Para dificultar a venda, usa-se o crit&eacute;rio do investimento hist&oacute;rico corrigido, ou do valor patrimonial cont&aacute;bil, sem refer&ecirc;ncia &agrave; rentabilidade avaliada pelo mercado.</p>
<p><strong>PACOTE FISCAL</strong> - Conjunto de medidas para extrair dinheiro do setor privado a fim de financiar o d&eacute;ficit p&uacute;blico, cuja dimens&atilde;o &eacute; sagrada. Ap&oacute;s essa extra&ccedil;&atilde;o, os contribuintes sentir-se-&atilde;o estimulados a fazer novos investimentos, e os que estavam na economia subterr&acirc;nea reconhecer&atilde;o as vantagens patri&oacute;ticas de pagar impostos.</p>
<p><strong>COMBATE A INFLA&Ccedil;&Atilde;O</strong> - Express&atilde;o que denota o engajamento do Governo na &#8220;guerra &agrave; carestia&#8221;. Mais precisamente, &eacute; o combate &agrave; alta de pre&ccedil;os provocada por acidentes clim&aacute;ticos, ou pelos atravessadores e especuladores, n&atilde;o devendo ser confundido com o combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o propriamente dita, resultante da expans&atilde;o monet&aacute;ria. A express&atilde;o abrange v&aacute;rias modalidades de a&ccedil;&atilde;o. Na chamada variante &#8220;corpo-a-corpo&#8221;, o Ministro da Fazenda e altas autoridades inspecionam pessoalmente a diariamente os pre&ccedil;os da cebola e do chuchu. Na variante &#8220;estat&iacute;stica&#8221; o &iacute;ndice de pre&ccedil;os &eacute; encurtado ou alongado durante o m&ecirc;s, introduzindo-se, quando oportuno, um &#8220;fator de acidentalidade&#8221;. Na variante &#8220;estrutural&#8221;, os pre&ccedil;os do petr&oacute;leo e tarifas de utilidades p&uacute;blicas s&atilde;o acelerados ou repassados em fun&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do feij&atilde;o.</p>
<p><strong>CONTROLE DE PRE&Ccedil;OS</strong> - Artif&iacute;cio antiinflacion&aacute;rio tentando sem &ecirc;xito desde o C&oacute;digo de Hamurabi (2000 anos a.C.). Foi objeto do famoso Edito de Diocleciano no ano 301 da era crist&atilde;, cujo &uacute;nico resultado foi a escassez de &oacute;leo, p&atilde;o e sal nas prov&iacute;ncias. Como as damas balzaquianas, de vida airada, o tabelamento de pre&ccedil;os rejuvenesce &agrave; medida que se esquecem as experi&ecirc;ncias passadas. &Eacute; a teoria dos que n&atilde;o t&ecirc;m teoria.</p>
<p>O trabalho lexicogr&aacute;fico acima n&atilde;o tem a pretens&atilde;o de se equiparar aos feitos de Caldas Aulete ou do Aur&eacute;lio&#8230; De volta da China, munido de paci&ecirc;ncia chinesa, procurarei converter esses verbetes despretensiosos num verdadeiro &#8220;Dicion&aacute;rio&#8221;. Para &#8220;esclarecimento das massas&#8221;, naturalmente. Mas tamb&eacute;m para ganhar direitos autorais, pois ningu&eacute;m &eacute; de ferro e tenho de pagar as novas al&iacute;quotas do pacote fiscal. De leve&#8230;</p>
<p>(02.02.86)</p>
<h2>Verbetes de Um Dicion&aacute;rio (II)</h2>
<blockquote><p>&#8220;A burrice &eacute; o &uacute;nico s&iacute;mile do infinito&#8221; - Aforismo Chin&ecirc;s</p></blockquote>
<p>Em longas viagens de trem pelo interior da China, a dois mil quil&ocirc;metros de Beijing, tive tempo de adicionar alguns verbetes &agrave; minha ansiosamente esperada obra &#8220;Enciclop&eacute;dia da Ignor&acirc;ncia&#8221;. Recebi propostas de v&aacute;rios editores, sendo que a mais atraente sugeria um nome para o &#8220;magnum opus&#8221;; - &#8220;Bagun&ccedil;ologia&#8221;. Eis os novos verbetes que interessar&atilde;o aos segmentos mais esclarecidos da sociedade.</p>
<p><strong>LIVRE EMPRESA</strong> - Express&atilde;o que denota o direito de proibir o ingresso de outras empresas.</p>
<p><strong>LIVRE INICIATIVA</strong> - Express&atilde;o que denota o direito de provar os outros da iniciativa.</p>
<p><strong>CONGELAMENTO DE PRE&Ccedil;OS</strong> - Conjunto de medidas destinadas a transmitir ao mercado os sinais errados - aumentar a procura e diminuir a oferta - com o prop&oacute;sito patri&oacute;tico de desorientar os especuladores. Na forma mais branda, o burocrata se arroga das fun&ccedil;&otilde;es do mercado e os pre&ccedil;os s&atilde;o &#8220;cipados&#8221;. Na vers&atilde;o mais radical, os pre&ccedil;os s&atilde;o &#8220;congelados&#8221;, o que significa o triunfo definitivo do burocrata sobre o mercado, coisa plenamente justific&aacute;vel &agrave; luz da melhor informa&ccedil;&atilde;o, maior sensibilidade social e superior velocidade de rea&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas das entidades governamentais. Isso faz emergir uma nova classe sociol&oacute;gica, dotada do poder de vida e morte sobre as empresas - a dos &#8220;tabuladores&#8221; - que se sobrep&otilde;e &agrave; tetralogia medieval dos &#8220;oradores&#8221;, &#8220;bellatores&#8221;, &#8220;mercatores&#8221; e &#8220;fabricatores&#8221;. O Professor Antonius, em sua mui consultada obra <em>&#8220;Imitatio Delphini ad usum Novae Reipublicae&#8221;</em> relata experi&ecirc;ncias pessoais de interfer&ecirc;ncia no mercado, todas desapontadoras. Assim se expressa: &#8220;<em>Vix aut nunquam r&iacute;gidadisciplina pretiorum prodest. Hoc discimus abhinc multos anos ab Codici Hammurabi ax Diocletiani Edicto</em>&#8221; (O congelamento de pre&ccedil;os quase nunca adianta, conforme aprendemos com o C&oacute;digo de Hamurabi e o Edito de Diocleciano). Id&ecirc;ntica preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; revelada pelo Professor Paulinus, em sua obra &#8220;<em>De effectis plethorae numismaticae</em>&#8221; (Dos efeitos da expans&atilde;o monet&aacute;ria), que assim doutrina: &#8220;<em>Nisi sublata causa quae est pletora numismatica nin tollitur effectus, scilicet inflatio pretiorum</em>&#8221; (A n&atilde;o ser que se extirpe a causa, que &eacute; a expans&atilde;o monet&aacute;ria, n&atilde;o se remove o efeito, que &eacute; a infla&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os). Outros autores de nomeada, entretanto, atribuem a alta de pre&ccedil;os a causas diferentes, como a seca (<em>siccitas</em>), a interfer&ecirc;ncia do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (<em>intromisio Panethnici Nmismatici Thesauri</em>) ou &agrave; indexa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os (<em>vinculum ad preteritum pretium</em>).</p>
<p><strong>USU&Aacute;RIO</strong>, s. e adj. m. e f. - Consumidor brasileiro, misto de ot&aacute;rio e cobaia. USU&Aacute;RIO DA PREVID&Ecirc;NCIA SOCIAL: designa aquele que tem o direito de contratar um seguro provado depois de ter contribu&iacute;do par a Previd&ecirc;ncia P&uacute;blica, dada a indisponibilidade de servi&ccedil;os desta &uacute;ltima. USU&Aacute;RIO DA INFORM&Aacute;TICA: aquele que tem o direito legal de pagar tr&ecirc;s vezes mais pela c&oacute;pia que pelo original. USU&Aacute;RIO DE PETR&Oacute;LEO: aquele que paga pre&ccedil;os internos crescentes quando os pre&ccedil;os internacionais s&atilde;o decrescentes. USU&Aacute;RIO FERROVI&Aacute;RIO: aquele que tem o direito a atrasos e sacudidelas para chegar ao trabalho, e tamb&eacute;m ao desvio e avaria de mercadorias.</p>
<p><strong>REFORMA MINISTERIAL</strong> - Vers&atilde;o vernacular da express&atilde;o francesa &#8220;plus &ccedil;a change, plus c&#8217;est la m&ecirc;me chose&#8221;. &Eacute; de boa etiqueta que, por ocasi&atilde;o da reforma, os novos ministros elogie seu antecessor conquanto acentuem, no discurso de posse, que t&ecirc;m um programa muito melhor. No fundo, imitando um velho ministro franc&ecirc;s, o que pensam mesmo &eacute; que &#8220;tous nos predecesseurs sont des idiots, tous nos successeurs sont des intrigants&#8221; (todos os nossos antecessores s&atilde;o idiotas, todos os nossos sucessores s&atilde;o intrigantes). MINISTERI&Aacute;VEL (tamb&eacute;m usado na forma gerundial MINISTRANDO) &eacute; aquele que acha que a situa&ccedil;&atilde;o do governo se deteriorou t&atilde;o satisfatoriamente que a P&aacute;tria em breve exigir&aacute; seus servi&ccedil;os. A ocasi&atilde;o das reformas ministeriais provoca uma prolifera&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie de r&eacute;pteis, os &#8220;puxa-sacos&#8221;. O fen&ocirc;meno era conhecido desde a &eacute;poca dos romanos sob o nome &#8220;titillatio testiculorum&#8221; (puxa&ccedil;&atilde;o de saco). O Professor Freudius em sua obra &#8220;De peccatis occultis&#8221; aponta como evid&ecirc;ncia hist&oacute;ria uma inscri&ccedil;&atilde;o queixosa encontrada sob as lavas de Pomp&eacute;ia: &#8220;<em>Quandocumque mutantur proconsules arduus est veriter labor testiculos titillandi</em>&#8221; (Quando mudam as lideran&ccedil;as &eacute; &aacute;rduo o trabalho dos puxa-sacos). Afirma outrossim que essa pr&aacute;tica existia tamb&eacute;m entre os gregos, pois segundo a lenda e a tradi&ccedil;&atilde;o, uma das principais raz&otilde;es porque o grande Arconte Solon, promulgadas as leis, retirou-se para um navio e velejou no Egeu durante dez anos, foi precisamente livrar-se do &#8220;elchtichos orchios&#8221; (puxa-saquismo).</p>
<p><strong>NACIONALISMO</strong>, s.m. - Atitude que freq&uuml;entemente denota um misto de complexo de inferioridade e mania de grandeza. A express&atilde;o comporta v&aacute;rias modalidades. NACIONALISMO AUT&Ecirc;NTICO: o daqueles que, n&atilde;o tendo realiza&ccedil;&otilde;es objetivas a exibir, usam o nacionalismo como uma esp&eacute;cie de diploma dado pelas Faculdades de Demagogia. NACIONALISMO DE FANCARIA: o daqueles que usam o nacionalismo para obter privil&eacute;gios do Governo, para prejudicar advers&aacute;rios pol&iacute;ticos ou para se proteger da concorr&ecirc;ncia estrangeira. NACIONALISMO DE FINS: o daqueles que acreditam que o desenvolvimento nacional &eacute; um fim para qual devam ser mobilizados quaisquer capitais dispon&iacute;veis - nacionais e estrangeiros. NACIONALISMO DE MEIOS: o daqueles que, dispondo de sal&aacute;rio e renda adequados, acham que &eacute; melhor um desenvolvimento lento, puramente interno, ainda que os pobres tenham de sofrer por mais tempo. S&atilde;o conhecidas variadas defini&ccedil;&otilde;es de nacionalismo, por mestres eminentes. Segundo Einstein &#8220;&eacute; como um sarampo, essa doen&ccedil;a infantil da humanidade&#8221;. Segundo Vargas Llosa &eacute; &#8220;a cultura dos incultos, uma med&iacute;ocre revolta geogr&aacute;fica contra a hist&oacute;ria&#8221;. Segundo Gilberto Amado &eacute; a &#8220;forma zangada do patriotismo&#8221;. Para Mussolini era uma esp&eacute;cie de &#8220;&oacute;dio sagrado&#8221;. Segundo Albert Schweizer &#8220;&eacute; um patriotismo que perdeu sua nobreza&#8221;, ao passo que o patriotismo, segundo o Dr. Johnson, &eacute; o &#8220;&uacute;ltimo ref&uacute;gio dos velhacos&#8221;. Para Jorge Luiz Borges &#8220;o nacionalismo &eacute; um campo minado onde s&oacute; se toleram afirma&ccedil;&otilde;es&#8221;.</p>
<p><strong>TERMOEST&Aacute;TICA</strong> - Conjunto de leis cient&iacute;ficas que regem a convers&atilde;o da acelera&ccedil;&atilde;o em in&eacute;rcia e comprovam a originalidade do comportamento da economia brasileira. A primeira lei de termoest&aacute;tica - a lei inercial - assim se expressa: &#8220;Se atacados vigorosamente por sintomas de infla&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio atacar as causas, porque aqueles s&atilde;o din&acirc;micos, e esta, inercial&#8221;. A segunda lei da termoest&aacute;tica, a &#8220;lei de preserva&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit&#8221; &eacute; assim formulada: &#8220;Os gastos governamentais s&atilde;o irredut&iacute;veis porque toda a a&ccedil;&atilde;o para reduzi-los produz uma rea&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, imediata e mais do que proporcional, em sentido contr&aacute;rio&#8221;. A terceira lei da termoest&aacute;tica, tamb&eacute;m chamada &#8220;lei do endividamento&#8221; tem formula&ccedil;&atilde;o mais complexa: &#8220;Uma vez transposto o segmento exponencial da curva de endividamento e atingido o limite assimpt&oacute;tico, o poder do grande devedor se equipara ao do grande credor, pois ambos det&ecirc;m o poder de levar o outro &agrave; fal&ecirc;ncia. Nessa hip&oacute;tese, os encargos da d&iacute;vida variar&atilde;o na raz&atilde;o inversa da masculinidade da negocia&ccedil;&atilde;o e menos que proporcionalmente &agrave; intensidade da lamenta&ccedil;&atilde;o&#8221;.</p>
<p>NOTA DO AUTOR (RC): Se o inquestion&aacute;vel brilho e erudi&ccedil;&atilde;o lexicogr&aacute;fica acima revelados n&atilde;o me credenciarem para a Academia Brasileira de Letras, &eacute; porque n&atilde;o h&aacute; justi&ccedil;a social nesse pa&iacute;s.</p>
<p>(06.04.86)</p>
<h2>Verbetes de Um Dicion&aacute;rio (III)</h2>
<blockquote><p>&#8220;Os povos inteligentes aprendem da experi&ecirc;ncia alheia; os med&iacute;ocres aprendem por sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia; os ineptos simplesmente n&atilde;o aprendem&#8221; - Chanceler Bismark</p></blockquote>
<p>Prosseguindo na tarefa de esclarecimento das massas, facilitando-lhes a compreens&atilde;o da &#8220;novil&iacute;ngua&#8221; da Nova Rep&uacute;blica, adicionei alguns verbetes ao meu &#8220;dicion&aacute;rio do surrealismo&#8221; brasileiro.</p>
<p><strong>ASSEMBL&Eacute;IA CONSTITUINTE</strong> - Grupo de pol&iacute;ticos que discutem as prioridades da reforma da &#8220;estrutura&#8221;, quando o urgente &eacute; remendar a &#8220;conjuntura&#8221;. Numa s&aacute;bia divis&atilde;o de fun&ccedil;&otilde;es, tratam de desenhar o futuro, enquanto o Poder Executivo se encarrega de desorganizar o presente. Entre suas v&aacute;rias correntes, se incluem os &#8220;xiitas&#8221;, que querem destruir o capitalismo (melhor dito, o mercantilismo, pois o Brasil ainda n&atilde;o chegou &agrave; era capitalista), sem saber como implantar o socialismo. Alguns poucos s&atilde;o verdadeiros &#8220;<em>liberais</em>&#8220;, pois acreditam que a democracia pol&iacute;tica &eacute; insepar&aacute;vel da liberdade econ&ocirc;mica, traduzida esta na economia de mercado. H&aacute; tamb&eacute;m os &#8220;centristas&#8221;, que gostam da liberdade pol&iacute;tica mas admite que burocratas imperfeitos corrijam as imperfei&ccedil;&otilde;es do mercado e que se criem cart&oacute;rios econ&ocirc;micos, desde que sejam participantes dos benef&iacute;cios. Todos os grupos s&atilde;o contra a cassa&ccedil;&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos individuais, mas aceitam a cassa&ccedil;&atilde;o do direito econ&ocirc;mico de produzir, sob a forma de monop&oacute;lios estatais ou reservas de mercado.</p>
<p><strong>FUNARONOMICS</strong> - Nova ci&ecirc;ncia econ&ocirc;mica que, segundo o Professor Afonso Celso Pastore, n&atilde;o obedece &agrave;s leis da l&oacute;gica de Karl Popper, pois, quando falsificada pelos fatos, mudam-se os fatos. Sua implementa&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por medidas de &#8220;centralismo democr&aacute;tico&#8221;, isto &eacute;, decretos-leis. Sua tese central &eacute; a do voluntarismo, isto &eacute;, as coisas acontecem n&atilde;o por decis&otilde;es volunt&aacute;rias dos agentes econ&ocirc;micos, mas pela aceita&ccedil;&atilde;o patri&oacute;tica, por parte deles, das inten&ccedil;&otilde;es, desejos e caprichos dos &#8220;Funaro Boys&#8221;, que s&atilde;o &#8220;apparatchicks&#8221; modernos, instalados no Planalto.</p>
<p><strong>MORAT&Oacute;RIA SOBERANA</strong> - Declara&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia, em nome da independ&ecirc;ncia, como resultado da incompet&ecirc;ncia. Segundo alguns, deve ser levada &#8220;&agrave;s &uacute;ltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias&#8221;, isto &eacute;, o aprofundamento da recess&atilde;o interna, o embargo de navios e avi&otilde;es brasileiros no exterior, a ruptura com o sistema financeiro internacional, ou seja, a transforma&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s de uma &#8220;Belindia&#8221; numa &#8220;Albanindia&#8221;.</p>
<p><strong>ESQUERDISMO</strong> - Doutrina de grupamentos pol&iacute;ticos especializados em distribuir propriedade alheia e propor uma adequada reparti&ccedil;&atilde;o do bolo, desde que mantenha o controle da faca.</p>
<p><strong>PEFELISTA</strong> - Falso liberal, isto &eacute;, aquele que acredita simultaneamente em liberdade pol&iacute;tica e intervencionismo econ&ocirc;mico.</p>
<p><strong>PMDEBISTA</strong> - Assim designam os membros do maior partido pol&iacute;tico do ocidente. O partido &eacute; contra o desemprego e tamb&eacute;m contra os investidores estrangeiros, que criam os empregos. Reclama contra o endividamento excessivo, mas quer que os bancos estrangeiros se comprometam a fornecer &#8220;dinheiro novo&#8221;, com a condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o termos que pagar o &#8220;antigo&#8221;. Contem grupos presidencialistas, parlamentaristas e imediatistas (&#8221;Diretas J&aacute;&#8221;), mas a linha predominante &eacute; a &#8220;falimentarista&#8221;, a qual prop&otilde;e a fal&ecirc;ncia do pa&iacute;s como tema central da ideologia partid&aacute;ria. &Eacute; a favor dos tabelamentos de juros, sem se dar conta de que os juros s&atilde;o ditados pelo Banco Central e pelos bancos estaduais ao levantarem dinheiro para cobrir os d&eacute;ficits. &Eacute; contra os d&eacute;ficits or&ccedil;amentais, desde que n&atilde;o se cortem despesas e que a tributa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atinja a classe m&eacute;dia. Deseja a preserva&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio real, por decis&atilde;o governamental (mesmo atrav&eacute;s de decretos-leis), esquecidos de que o governo s&oacute; pode prescrever sal&aacute;rios nominais, os quais, se irrealistas, resultam no sal&aacute;rio zero do desemprego. Est&aacute; em perfeita sintonia com o &#8220;povo&#8221;, entendido por &#8220;povo&#8221; aquela parte da sociedade que n&atilde;o sabe o que quer.</p>
<p><strong>OP&Ccedil;&Atilde;O PELOS POBRES</strong> - Express&atilde;o que, quando usada pela Igreja, significa aumentar o n&uacute;mero de pobres pelo dificultamento das praxes anticoncepcionais usadas pelos ricos. Quando empregada pelo Governo, significa uma forma de <em>populismo</em>, com as seguintes conseq&uuml;&ecirc;ncias: (1) congelam-se os pre&ccedil;os para ajudar os pobres, mas isso desencoraja investimentos, diminuindo-se o emprego para os pobres, ou provoca escassez, prejudicando os pobres que n&atilde;o podem pagar &aacute;gio; (2) subvencionam-se indiscriminadamente, para pobres e ricos, alguns produtos essenciais, como o trigo, com o resultado de que o nordestino, que come farinha, paga impostos ou sofre alta de outros pre&ccedil;os, para pagar a &#8220;macarronada&#8221; do paulista; (3) cria-se uma &#8220;ind&uacute;stria de distribui&ccedil;&atilde;o&#8221;, de sorte que os maiores benefici&aacute;rios da distribui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os burocratas que se encarregam de faz&ecirc;-la.</p>
<p><strong>RECURSOS NATURAIS</strong> - Cad&aacute;veres geol&oacute;gicos, sob forma mineral, que s&oacute; se transformam em riqueza se houver investimentos e mercado. Para exemplificar a diferen&ccedil;a entre &#8220;recurso&#8221; e &#8220;riqueza&#8221;, basta lembrar que o Brasil tem &#8220;recursos&#8221; e n&atilde;o tem &#8220;riqueza&#8221; e o Jap&atilde;o tem &#8220;riqueza&#8221; mas n&atilde;o tem &#8220;recursos&#8221;.</p>
<p><strong>BANCO CENTRAL</strong> - Organiza&ccedil;&atilde;o independente, criada para ser o &#8220;guardi&atilde;o da moeda&#8221;, adequando a expans&atilde;o da moeda ao crescimento da produ&ccedil;&atilde;o. Tornou-se depend&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Fazenda. Est&aacute; na embara&ccedil;osa posi&ccedil;&atilde;o de, tendo levado o pa&iacute;s &agrave; fal&ecirc;ncia global, pela morat&oacute;ria externa, encarregar-se da corre&ccedil;&atilde;o da fal&ecirc;ncia setorial dos bancos estaduais, que reclamam uma morat&oacute;ria interna.</p>
<p><strong>INFLA&Ccedil;&Atilde;O INERCIAL</strong> - Teoria desenvolvida pelos partid&aacute;rios da &#8220;Funaronomics&#8221; que acreditam que, apesar do d&eacute;ficit p&uacute;blico, a infla&ccedil;&atilde;o &eacute; inercial. Para curar o d&eacute;ficit, basta mudar sua defini&ccedil;&atilde;o; para mudar as expectativas, basta proceder &agrave; desindexa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>(05.04.87)</p>
<h2>Verbetes de Um Dicion&aacute;rio (IV)</h2>
<blockquote><p>&#8220;O pr&iacute;ncipe deve evitar qualquer id&eacute;ia nova.. a inova&ccedil;&atilde;o &eacute; um obst&aacute;culo&#8230; Em &uacute;ltimo caso, se existe uma situa&ccedil;&atilde;o absolutamente insuport&aacute;vel, a mudan&ccedil;a deve ser feita, mas s&oacute; gradualmente, e por m&atilde;os experientes&#8221; - Erasmo</p></blockquote>
<p>Continuo hoje meu esfor&ccedil;o lexicogr&aacute;fico, na esperan&ccedil;a de acumular credenciais liter&aacute;rias para ingressar na Academia Brasileira de Letras, sem conchavos humilhantes, e gra&ccedil;as ao voto democr&aacute;tico, secreto e esclarecido de meus pares. Eis os novos verbetes:</p>
<p><strong>CAMELO</strong> - Cavalo desenhado por um comit&ecirc; de economistas. H&aacute; uma subesp&eacute;cie, o dromed&aacute;rio, que &eacute; um cavalo desenhado por um grupo de trabalho de economistas da UNICAMP e da PUC, tamb&eacute;m conhecidos pelo cognome de &#8220;pa&iacute;s do cruzado&#8221;.</p>
<p><strong>BURGU&Ecirc;S DE ESQUERDA</strong> - Homem rico, latifundi&aacute;rio ou industrial, que deseja conciliar opul&ecirc;ncia com popularidade. Adora promover medidas para que o Estado distribua a renda dos outros, preservando a sua atrav&eacute;s de incentivos fiscais. Uma variedade particularmente daninha &eacute; o <em>genrocrata</em>, isto &eacute;, o pobre que casa com mulher rica. Acha que sendo seu patrim&ocirc;nio imerecido, tamb&eacute;m o deve ser o dos que o adquiriram no eito e n&atilde;o no leito. Defendem a justi&ccedil;a social e a op&ccedil;&atilde;o pelos pobres, mas n&atilde;o abrem m&atilde;o de seus direitos m&iacute;nimos - &#8220;whisky&#8221; leg&iacute;timo e videocassete contrabandeado. No m&aacute;ximo aceitam a reforma agr&aacute;ria nas terras dos cunhados e concunhados. Geralmente n&atilde;o recolhem o INPS e o FGTS, mas n&atilde;o tem obje&ccedil;&atilde;o &agrave; expans&atilde;o da atividades assistenciais do Estado, em favor primordialmente dos burocratas e, secundariamente, dos pobres. Dizem-se &#8220;nacionalistas&#8221; e tamb&eacute;m &#8220;socialistas&#8221;, esquecendo-se de que as duas palavras juntas configuram o nacional-socialismo, partido muito popular na Alemanha at&eacute; o fim da II Guerra Mundial.</p>
<p><strong>FIDELCOCCUS</strong> - Retrov&iacute;rus que est&aacute; grassando no planalto brasiliense, cuja s&iacute;ndrome mais s&eacute;ria &eacute; a retrograda&ccedil;&atilde;o mental at&eacute; a d&eacute;cada de sessenta, quando os socialistas europeus consideravam a revolu&ccedil;&atilde;o uma aventura excitante. O v&iacute;rus j&aacute; atacou este ano (1986) tr&ecirc;s Ministros de Estados brasileiros, que demandaram Havana, presumivelmente para tratamento do v&iacute;rus pelo pr&oacute;prio Fidel, de acordo com a tradi&ccedil;&atilde;o da medicina homeop&aacute;tica - &#8220;similia similibus curantur&#8221;. O  &uacute;ltimo infectado, o Ministro da Justi&ccedil;a, inquieto com as constantes rebeli&otilde;es nos pres&iacute;dios brasileiros, se dedicou a investigar como Fidel Castro logra manter a ordem e a disciplina nas 200 pris&otilde;es cubanas (inclusive La Caba&ntilde;a e Boniato). Estima-se existirem 10 a 15 mil presos pol&iacute;ticos, alguns com penas j&aacute; cumpridas de 20 a 25 anos, por inconformismo com os princ&iacute;pios revolucion&aacute;rios, sem que se tenha not&iacute;cia de depreda&ccedil;&otilde;es e motins, o que comprova o aven&ccedil;o tecnol&oacute;gico de Cuba nas  artes de repress&atilde;o pol&iacute;tico-ideol&oacute;gica. Recomenda-se particularmente aos poetas e literatos que evitem contamina&ccedil;&atilde;o pelo Fidelcoccus, pois Fidel tem especial predile&ccedil;&atilde;o por torturar portas como Armando Valladares e Herbert Padilha.<br />
Agora que se redige a Constituinte brasileira, seria bom estudarmos o art. 52 da Constinui&ccedil;&atilde;o cubana, que garante liberdade de express&atilde;o e pensamento, desde que na conformidade dos ideais comunistas&#8230;</p>
<p><strong>FUNDO MONET&Aacute;RIO INTERNACIONAL</strong> - Hospital financeiro, tamb&eacute;m chamado de &#8220;bode expiat&oacute;rio&#8221;, a que recorrem pa&iacute;ses &#8220;drogados&#8221; (habitualmente em estado pr&eacute;-comatoso), que exigem financiamento para continuarem vivendo acima de suas posses. Recebe v&aacute;rios tipos de viciados. Os pa&iacute;ses &#8220;<em>estatizantes</em>&#8220;, por exemplo, que gastam tanto com a m&aacute;quina do Estado, que a receita mal d&aacute; para pagar os funcion&aacute;rios, pouco restando para investimento ou pagamento das d&iacute;vidas estatais. Os &#8220;<em>nacionalizantes</em>&#8220;, que rejeitam os investidores estrangeiros dispostos a correr riscos, e mendigam dos banqueiros, que n&atilde;o querem correr riscos. Os &#8220;<em>autistas</em>&#8220;, que querem a reserva de seu pr&oacute;prio mercado e a abertura dos mercados alheios e que decidem unilateralmente a taxa de crescimento que o mundo tem a obriga&ccedil;&atilde;o de lhes financiar. O FMI comete a obscenidade insuport&aacute;vel de recomendar aos pa&iacute;ses que &#8220;ponham sua casa em ordem&#8221;, isto &eacute;, que mantenham seu consumo e investimento nem n&iacute;vel compat&iacute;vel com sua poupan&ccedil;a interna mais capitais volunt&aacute;rios do exterior. Sua arma mais repugnante &eacute; a &#8220;auditoria&#8221; trimestral, que viola a soberania dos governos, obrigando-os a uma vergonhosa mensura&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit do setor p&uacute;blico e do grau de desperd&iacute;cio dos tributos pr&oacute;prios e dos empr&eacute;stimos alheios. Essas pr&aacute;ticas configuram o que se convenciona chamar de &#8220;receita recessiva&#8221; do FMI. A experi&ecirc;ncia revela que s&oacute; h&aacute; uma coisa pior que a recess&atilde;o <em>com</em> o FMI. &Eacute; a recess&atilde;o <em>sem</em> o FMI.</p>
<p><strong>NEGOCIA&Ccedil;&Atilde;O SOBERANA</strong> - Modalidade de negocia&ccedil;&atilde;o em que o devedor prega um serm&atilde;o unilateral ao credor sobre suas necessidades de crescimento e a responsabilidade do sistema financeiro internacional de prover os recursos necess&aacute;rios. &Eacute; baseada em duas teorias - a da &#8220;<em>responsabilidade m&uacute;tua</em>&#8221; e a da &#8220;<em>imprevis&atilde;o</em>&#8220;. Conforme a teoria da &#8220;<em>responsabilidade m&uacute;tua</em>&#8220;, o banqueiro, propriet&aacute;rio da loja de bebidas, &eacute; co-respons&aacute;vel pelos porres da clientela. Isso porque exp&otilde;e os clientes a uma tenta&ccedil;&atilde;o irresist&iacute;vel e, segundo os jesu&iacute;tas, cair numa tenta&ccedil;&atilde;o irresist&iacute;vel n&atilde;o e pecado. Conforme a <em>teoria da imprevis&atilde;o</em>, os contratos somente s&atilde;o v&aacute;lidos &#8220;rebus sic statibus&#8221;, de modo que os juros flutuantes s&oacute; s&atilde;o devidos e cobr&aacute;veis se os juros n&atilde;o flutuarem. Com sua doutrina de negocia&ccedil;&atilde;o soberana, o PMDB j&aacute; logrou uma substancial vit&oacute;ria: os credores admitiram que n&atilde;o pleitear&atilde;o o pagamento da d&iacute;vida &#8220;nem com o sangue nem com a fome do povo&#8221;, pois s&oacute; querem pagamento atrav&eacute;s de exporta&ccedil;&otilde;es, aceitando inclusive excedentes de que o Brasil n&atilde;o necessite.<br />
H&aacute; tr&ecirc;s princ&iacute;pios fundamentais na negocia&ccedil;&atilde;o soberana: (1) o devedor n&atilde;o deve submeter-se &agrave; mals&atilde; curiosidade dos credores quanto aos seus programas de recupera&ccedil;&atilde;o de solv&ecirc;ncia, pois se trata de mat&eacute;ria de soberania interna; (2) s&oacute; &eacute; l&iacute;cito discutir os encargos da d&iacute;vida, por&eacute;m n&atilde;o o principal, por ser &oacute;bvio que a amortiza&ccedil;&atilde;o do principal seria danosa aos pr&oacute;prios credores, que ficariam desempregados se os devedores liquidassem seus m&uacute;tuos; (3) s&oacute; se deve discutir d&iacute;vidas de governo a governo, ainda que os contratos sejam com credores privados.<br />
A teoria da negocia&ccedil;&atilde;o soberana foi desenvolvida e tecnicamente aperfei&ccedil;oada pelos economistas do Minist&eacute;rio da Fazenda, com respaldo popular do PMDB. A fim de assegurar adequado suprimento de negociadores, funcion&aacute;rios do Itamarati est&atilde;o sendo treinados na teoria da negocia&ccedil;&atilde;o soberana, tamb&eacute;m chamada de &#8220;tecnologia da confronta&ccedil;&atilde;o&#8221;.</p>
<p><strong>PA&Iacute;SES CAPITALISTAS</strong> - Pa&iacute;ses cujo progresso &eacute; deixado &agrave;s for&ccedil;as do mercado, impessoais e injustas, e cujo maior problema &eacute; impedir o ingresso de imigrantes.</p>
<p><strong>REP&Uacute;BLICA POPULAR DEMOCR&Aacute;TICA</strong> - Pleonasmo usado pelos pa&iacute;ses comunistas para significar que a democracia fica com a NOMENKLATURA, e a obedi&ecirc;ncia, com o povo.</p>
<p>(19.04.87)</p>
<p>Foto: <a href="http://flickr.com/photos/riotjane/3005547037/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/flickr.com');">Riot Jane</a></p>
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		<title>Acidentes crescem nas estradas…</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 01:41:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eis os grandes efeitos da Lei Seca&#8230; Minha teoria &#233;: b&#234;bado, o cara diminu&#237;a. S&#243;brio, acha que &#233; o &#225;s. Enfim, lei sem educa&#231;&#227;o e esclarecimento n&#227;o vale absolutamente nada.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis os <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u484394.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www1.folha.uol.com.br');">grandes efeitos da Lei Seca</a>&#8230; Minha teoria &eacute;: b&ecirc;bado, o cara diminu&iacute;a. S&oacute;brio, acha que &eacute; o &aacute;s. Enfim, lei sem educa&ccedil;&atilde;o e esclarecimento n&atilde;o vale absolutamente nada.</p>
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		<title>Feeds voltam a ativa</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 18:52:22 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora os feeds funcionam direito. Demorou para arrumar.</p>
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		<title>Sou feliz quando apareço antes no Google</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 17:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Fico feliz quando apare&#231;o antes das pessoas que admiro no Google. &#201; uma alegria pequena, mas a vida &#233; feita delas. Aqui vai um instant&#226;neo, porque alegria de pobre dura pouco&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico feliz quando apare&ccedil;o antes das pessoas que <a href="http://www.google.com/search?q=Eliane%20Cantanh&ecirc;de%20gilmar%20mendes" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.google.com');">admiro no Google</a>. &Eacute; uma alegria pequena, mas a vida &eacute; feita delas. Aqui vai um <a href="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/googlerodaviva.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2008/12/googlerodaviva.jpg');" rel="shadowbox">instant&acirc;neo</a>, porque alegria de pobre dura pouco&#8230;</p>
<div id="attachment_387" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/googlerodaviva.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2008/12/googlerodaviva.jpg');" rel="shadowbox[post-386];player=img;"><img class="size-medium wp-image-387" title="googlerodaviva" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/googlerodaviva-400x252.jpg" alt="Clique para ampliar" width="400" height="252" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
<div class="feedflare">
<a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=xP1Uo"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=xP1Uo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=HJ93O"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=HJ93O" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=r4bEO"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=r4bEO" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=4khBo"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=4khBo" border="0"></img></a>
</div><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~r/brevesnotas/~4/492449535" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Usando OpenId nos Blogs e Sites</title>
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		<comments>http://brevesnotas.com/2008/12/usando-openid-nos-blogs-e-sites/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 16:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internet & Cyberspace]]></category>

		<category><![CDATA[blog]]></category>

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		<description><![CDATA[O Breves Notas tamb&eacute;m &eacute; utilidade p&uacute;blica. E agora, que eu saiba, &eacute; um dos pouqu&iacute;ssimos blogs pessoais que suporta OpenId. E o que voc&ecirc;, leitor, tem com isso? Tudo. Em 2008, o OpenId cresceu muito, v&aacute;rios sites usam essa forma de identifica&ccedil;&atilde;o para coment&aacute;rios, inscri&ccedil;&atilde;o e tudo o mais. Voc&ecirc; que tamb&eacute;m possui um blog deveria ter o seu, j&aacute; que &eacute; o meio mais pr&aacute;tico de ter sua identidade na web, sem preencher formul&aacute;rios com nome, e-mail e web site. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Breves Notas</strong> tamb&eacute;m &eacute; utilidade p&uacute;blica. E agora, que eu saiba, &eacute; um dos pouqu&iacute;ssimos blogs pessoais que suporta OpenId. E o que voc&ecirc;, leitor, tem com isso? Tudo. Em 2008, o <strong>OpenId</strong> cresceu muito, v&aacute;rios sites usam essa forma de identifica&ccedil;&atilde;o para coment&aacute;rios, inscri&ccedil;&atilde;o e tudo o mais. Voc&ecirc; que tamb&eacute;m possui um blog deveria ter o seu, j&aacute; que &eacute; o meio mais pr&aacute;tico de ter sua identidade na web, sem preencher formul&aacute;rios com nome, e-mail e web site. </p>
<h2>O que &eacute; o OpenId</h2>
<p>O OpenId &eacute; um modelo de identifica&ccedil;&atilde;o gratuito. Uma forma de se <strong>identificar na internet</strong>. Nada mais que isso. Um manual de instru&ccedil;&atilde;o para a p&aacute;gina pegar seu nome e dados autorizados por voc&ecirc;. Ai, parte das empresas como o Google, Microsoft, etc., colocar a disposi&ccedil;&atilde;o dos clientes esse modelo. Funciona mais ou menos assim. Voc&ecirc; tem um hotmail. A Microsoft cria um servidor de OpenId para seus usu&aacute;rios. Depois de um monte de coisas t&eacute;cnicas, vc pode usar seu hotmail para entrar no Yahoo, por exemplo, comentar nos blogs, entrar no Twitter e tudo o mais. Isso sem precisar fazer uma conta separada para cada site. E mesmo que vc tenha uma conta em cada site, voc&ecirc; pode usar apenas um endere&ccedil;o para logar em todos eles, sem precisar lembrar o nome de usu&aacute;rio e senha toda hora.</p>
<p>O bom disso &eacute; que vc pode colocar todos os seus sites num mesmo lugar, como um Cart&atilde;o Virtual. H&aacute; servi&ccedil;os como o <a href="http://www.meadiciona.com" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.meadiciona.com');">Me Adiciona</a> que tenta unificar todos os seus sites num s&oacute; local de refer&ecirc;ncia. Mas com um OpenId vc tamb&eacute;m poder&aacute; entrar na maioria deles com um clique, sem preencher nada.</p>
<h2>E como isso funciona?</h2>
<p>Bem, nada &eacute; assim t&atilde;o f&aacute;cil. Primeiro voc&ecirc; deve aderir a um desses servi&ccedil;os. Se voc&ecirc; tem um Flickr, um mail do Yahoo, voc&ecirc; pode configurar <a href="http://openid.yahoo.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/openid.yahoo.com');">sua OpenId aqui</a>. Se voc&ecirc; usa o MSN, tem um hotmail, a Microsoft est&aacute; testando o <a href="https://login.live-int.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/login.live-int.com');">OpenId nesse endere&ccedil;o</a>. V&aacute;rios outros sites fornecem um &#8220;servidor de OpenId&#8221; com diversas caracter&iacute;sticas. </p>
<blockquote><p>OpenId &eacute; o meio mais pr&aacute;tico de ter sua identidade na web, sem preencher formul&aacute;rios com nome, e-mail e web site, etc.</p></blockquote>
<p>Eu, pessoalmente, uso o <a href="https://pip.verisignlabs.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/pip.verisignlabs.com');">Verisign</a>, porque em mat&eacute;ria de certificados de seguran&ccedil;a, eles s&atilde;o os melhores.</p>
<p>Bem, escolha um deles. Qualquer um lhe dar&aacute; um endere&ccedil;o que vc deve colocar no campo de OpenId do site que vc quer entrar, como nos coment&aacute;rios do Breves Notas. No Verisign, o endere&ccedil;o &eacute; a minha p&aacute;gina pessoal (&#8221;<a href="https://lsaboya.pip.verisignlabs.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/lsaboya.pip.verisignlabs.com');">https://lsaboya.pip.verisignlabs.com/</a>&#8220;) que tem todos os meus sites.  Na primeira vez que vc fizer isso no site que quer cadastrar no OpenId, bem, vc precisar&aacute; configurar como vc quer aparecer. Em alguns sites quero que meu nome apare&ccedil;a como &#8220;Lefebvre&#8221;, noutros &#8220;Lefebvre de Saboya&#8221;, qual e-mail, e por ai vai. Depois disso, pronto, sempre aparecer&aacute; assim. Isso &eacute; &uacute;til, por exemplo, se voc&ecirc; quer comentar no Blogger com um nome, mas aqui com seu apelido.</p>
<p>Quando se conectar na internet e tentar colocar seu OpenId num site, voc&ecirc; vai ser redirecionado para o seu servidor. Coloque seu nome e senha e pronto. Depois disso, quando quiser entrar num site (como o Twitter, Facebook, Orkut), basta apertar um bot&atilde;o. Nada mais de login e senha. Isso voc&ecirc; configura no seu OpenID e pronto.</p>
<p>Quando quiser comentar num blog, basta colocar seu endere&ccedil;o de OpenId e pronto, seu nome, mail e foto aparecem automaticamente, junto com seu site ou blog. Ali&aacute;s, se tiver um blog, poder&aacute; usar esse endere&ccedil;o como OpenId, basta associa-lo com ela.</p>
<h2>Como Uso Meu Blog Com Minha OpenId?</h2>
<p>&Eacute; simples, voc&ecirc; n&atilde;o precisa nada mais do que editar o html do seu site (e que ele esteja cadastrado no OpenId). Se voc&ecirc; tem um blog no <a href="http://wordpress.com" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/wordpress.com');">Wordpress.com</a>, seu blog j&aacute; &eacute; uma OpenId. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa fazer nada, s&oacute; colocar <em>http://<strong>seublog</strong>.wordpress.com</em> no campo de identifica&ccedil;&atilde;o e pronto. L&oacute;gico que vc precisa estar logado e autorizar na primeira vez o site que quer comentar. Ou qualquer um poderia usar sua identidade, n&atilde;o &eacute; mesmo? Mas depois disso, beleza. Fica tudo autom&aacute;tico.</p>
<p>O Yahoo ainda n&atilde;o suporta esse m&eacute;todo. Se quiser usa-lo, escolha outro provedor.</p>
<p>Agora, se voc&ecirc; usa o blogger ou tem seu pr&oacute;prio site, voc&ecirc; deve entrar na edi&ccedil;&atilde;o do template e colocar entre as tags <em>&lt;head&gt;&lt;/head&gt;</em> os c&oacute;digos de acordo com o seu provedor de OpenId (<a href="http://netevil.org/blog/2007/06/howto-set-yourself-up-with-an-openid" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/netevil.org');">original aqui</a>).</p>
<p>Ent&atilde;o, se voc&ecirc; usa AOL, adicione as seguintes linhas:</p>
<p><code>&lt;href="https://api.screenname.aol.com/auth/openidServer"&gt;</code><br />
<code>&lt;href="http://openid.aol.com/<em>seunomedeusu&aacute;rio</em>&#8220;&gt;</code></p>
<p>No caso da Verisign PIP, que eu uso, seria assim:</p>
<p><code>&lt;href="https://pip.verisignlabs.com/server" /&gt;</code><br />
<code>&lt;href="https://<em>seunomedeusu&aacute;rio</em>.pip.verisignlabs.com&#8221; /&gt;</code><br />
<code>&lt;href="https://pip.verisignlabs.com/server" /&gt;</code><br />
<code>&lt;href="https://<em>seunomedeusu&aacute;rio</em>.pip.verisignlabs.com&#8221; /&gt;</code></p>
<p>E o famoso MyOpenID:</p>
<p><code>&lt;href="http://www.myopenid.com/server" /&gt;</code><br />
<code>&lt;href="http://youraccount.myopenid.com/" /&gt;</code><br />
<code>&lt;content="http://www.myopenid.com/xrds?username=<em>seunomedeusu&aacute;rio</em>.myopenid.com&#8221; /&gt;</code></p>
<p>F&aacute;cil, n&eacute;?</p>
<h2>Como Eu Coloco OpenId Nos Coment&aacute;rios Do Meu Blog?</h2>
<p>Simples, tamb&eacute;m. Se voc&ecirc; usa Wordpress.com ou Blogger, basta <strong>autorizar nas configura&ccedil;&otilde;es do seu blog</strong>. Agora, se voc&ecirc; tem um site pr&oacute;prio e usa o Wordpress, basta instalar o plugin <a href="http://wordpress.org/extend/plugins/openid/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/wordpress.org');">Openid</a>. Al&eacute;m de permitir o OpenId nos coment&aacute;rios, essa extens&atilde;o tem a op&ccedil;&atilde;o de transformar seu site num servidor de OpenId. Se seu blog tem v&aacute;rios colaboradores, eles tamb&eacute;m podem usar o site como OpenId deles, se quiserem. Claro, se voc&ecirc; &eacute; o Dono do Blog e o &uacute;nico ser que ali escreve, nem precisa habilitar.</p>
<p>Essa &eacute; a dica. Considera&ccedil;&otilde;es, observa&ccedil;&otilde;es, corre&ccedil;&otilde;es ou pitacos, usem os coment&aacute;rios&#8230;</p>
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<a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=DmGSo"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=DmGSo" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=aqVmO"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=aqVmO" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=YfTWO"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=YfTWO" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=gimVo"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=gimVo" border="0"></img></a>
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		<title>Feeds do Inferno</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Dec 2008 18:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Asides]]></category>

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		<description><![CDATA[Pronto, agora o Feedburner resolveu dar pau&#8230; E n&#227;o importa o que eu fa&#231;a, a coisa n&#227;o se resolve. Que estranho&#8230;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pronto, agora o Feedburner resolveu dar pau&#8230; E n&atilde;o importa o que eu fa&ccedil;a, a coisa n&atilde;o se resolve. Que estranho&#8230;</p>
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<a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=qaAao"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=qaAao" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=XH4qO"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=XH4qO" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=L2ebO"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=L2ebO" border="0"></img></a> <a href="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?a=tevxo"><img src="http://feeds.brevesnotas.com/~f/brevesnotas?i=tevxo" border="0"></img></a>
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		<title>Roda Viva: Gilmar Mendes</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 02:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Politics]]></category>

		<category><![CDATA[Advogados]]></category>

		<category><![CDATA[bom-senso]]></category>

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		<description><![CDATA[O Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou o Ministro do Supermo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Bons convidados sempre d&#227;o bons programas. O Ministro nada mais fez do que repetir tudo aquilo que j&#225; disse, e que &#233; solenemente ignorado pelo jornalismo de esquerda do Brasil. Como parte do espet&#225;culo estava Eliane Cantanh&#234;de, jornalista da Folha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_354" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a href="http://flickr.com/photos/leocaobelli/3111276307/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/flickr.com');"><img class="size-medium wp-image-354 " title="Gilmar Mendes" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/3111276307_cdf8cc3a6f_b-400x266.jpg" alt="Gilmar Mendes" width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Gilmar Mendes e Eliane Cantanh&ecirc;de e Carlos Marchi</p></div>
<p>O Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou o Ministro do Supermo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Bons convidados sempre d&atilde;o bons programas. O Ministro nada mais fez do que repetir tudo aquilo que j&aacute; disse, e que &eacute; solenemente ignorado pelo jornalismo de esquerda do Brasil. Como parte do espet&aacute;culo estava Eliane Cantanh&ecirc;de, jornalista da Folha de S&atilde;o Paulo.</p>
<p>Nada de novo no front. Gilmar Mendes repetiu tudo aquilo que sempre diz. O Estado de Direito deve ser pedra fundamental. O STF n&atilde;o deve julgar de acordo com a opini&atilde;o p&uacute;blica, e sim pelos fatos no processo. Tudo que um estudante de direito civilizado deveria saber antes de entrar na faculdade. Mesmo assim, precisou repetir tudo de novo, toda vez que Eliane Cantanh&ecirc;de abria a boca.</p>
<p>Bons ju&iacute;zes precisam de boa educa&ccedil;&atilde;o, boa cultura e, claro saber ler. Eliane Cantanh&ecirc;de tamb&eacute;m precisava essas coisas para ser, sei l&aacute;, at&eacute; um ser humano civilizado. Mas a <em>camisa vermelha queima a retina</em> mostra que em toda profiss&atilde;o h&aacute; pessoas pouco qualificadas para a tarefa. Eliane Cantanh&ecirc;de &eacute; uma dessas pessoas. </p>
<p>As pol&ecirc;micas entram em pauta. Mas, novamente pol&ecirc;micas s&atilde;o para <a href="http://brevesnotas.com/2008/12/imprensa-a-justica-brasileira-quando-em-foco/" >quem nada entende do judici&aacute;rio</a>, como Eliane Cantanh&ecirc;de. Ou para quem n&atilde;o tem moral, nem mesmo escr&uacute;pulos (e gostam de escrever Cartas&#8230;). As respostas n&atilde;o foram novas, foram apenas reprise daquilo que j&aacute; se viu nos julgamentos. Uma hora e meia de repetecos. Parece que os jornalistas M&aacute;rcio Chaer, editor do site Consultor Jur&iacute;dico, Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja e do Blog Reinaldo Azevedo, Eliane Cantanh&ecirc;de, colunista do jornal Folha de S. Paulo, Carlos Marchi, rep&oacute;rter e analista de pol&iacute;tica do jornal O Estado de S. Paulo quiseram ouvir de novo a maravilhosa voz de Gilmar Mendes.</p>
<p>Conte&uacute;do, mesmo, nada. Faz parte desse mundo de jornal brasileiro.</p>
<p>Espantou-se quem n&atilde;o l&ecirc; o <a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/veja.abril.com.br');">Reinaldo Azevedo</a>, quem n&atilde;o conhecia suas opini&otilde;es. Quem n&atilde;o l&ecirc;, n&atilde;o deve ter entendido nada. Mas tudo bem. Faz parte desse povo brasileiro.</p>
<p>Nem meus amigos advogados estavam assistindo ao programa. Vergonha, n&eacute;, j&aacute; que a vida profissional deles t&ecirc;m tudo com o STF.  Mas tudo bem. Faz parte desse judici&aacute;rio brasileiro.</p>
<p>Espanta-me &eacute; Eliane Cantanh&ecirc;de. Gostei de v&ecirc;-la repetir suas asnices em rede nacional e ser tratada, bem, como um asna. Bobagem deve ser respondida com bom-senso, com a austeridade de quem &eacute; superior ao ser que teve a ousadia de perguntar besteiras. N&atilde;o, ela n&atilde;o tem a prerrogativa de n&atilde;o saber. Na profiss&atilde;o dela, &eacute; fundamental informar-se antes de qualquer entrevista. Mesmo assim ela usa essa &#8220;desculpa&#8221;. &Eacute; uma vergonha para a profiss&atilde;o. N&atilde;o &eacute; uma vergonha para a Folha de S&atilde;o Paulo.</p>
<p>Gilmar foi educado, mesmo diante disso tudo. </p>
<p>M&aacute;rcio Chaer n&atilde;o &eacute; muito articulado, ou estava nervoso. Tentou colocar bons questionamentos, mas faltou clareza nas perguntas. Antes delas, fazia uma introdu&ccedil;&atilde;o sem cabimento. N&atilde;o sei se era sua inten&ccedil;&atilde;o informar os tele-espectadores ou o Ministro. Espero mesmo que tenha sido a primeira. Mas tudo bem.</p>
<p>Reinaldo Azevedo e Carlos Marchi eram as promessas. Entretanto, suas perguntas visavam esclarecer as mat&eacute;rias irrespons&aacute;veis publicadas em diversos jornais, especialmente como as da Eliane Cantanh&ecirc;de na Folha de S&atilde;o Paulo. Estou me repetindo demais. Enfim, eles deveriam ter esquecido a Eliane Cantanh&ecirc;de e sua turma. Ela pr&oacute;pria conseguiu ser o elemento c&ocirc;mico do programa.</p>
<p>Eliane Cantanh&ecirc;de quis repetir suas colunas de fofocas na frente do Ministro. Levou umas &#8220;palmadelas na bunda&#8221; (fun&ccedil;&atilde;o que deveria ter sido desempenhada por seus pais). Assim como uma crian&ccedil;a que diz besteiras, Eliane Cantanh&ecirc;de repetia seus bord&otilde;es prediletos vindo do manual da esquerda chic brasileira. Assim como um pai severo, mas atencioso, Gilmar Mendes dizia a Eliane Cantanh&ecirc;de que isso ou aquilo era uma bobagem. Muitas coisas nem precisavam ser respondidas. Eliane Cantanh&ecirc;de repetia que s&oacute; &#8220;preto, pobre e prostituta&#8221; fica preso. Eliane Cantanh&ecirc;de n&atilde;o sabia que era Gilmar Mendes o homem respons&aacute;vel pela tentativa de acabar de uma vez por todas com esses erros. Eliane Cantanh&ecirc;de n&atilde;o sabia que Gilmar Mendes era respons&aacute;vel por tirar os &#8220;pretos, pobres e prostitutas&#8221; da cadeia. Ser&aacute; que as ONG de &#8220;pretos, pobres e prostitutas&#8221; processar&atilde;o Eliane Cantanh&ecirc;de por usar essas palavras ao inv&eacute;s de &#8220;afrodescendente, economicamente limitados e profissionais da vida noturna&#8221;?</p>
<p>Gimar Mendes tem mais a oferecer. Mas n&atilde;o num pa&iacute;s como o Brasil. Ao inv&eacute;s de saber mais sobre as id&eacute;ias do  Ministro, foi mais importante assuntos como Daniel Dantas, Prot&oacute;genez, Habeas Corpus, e cord&atilde;o de ouro, tudo por causa da Eliane Cantanh&ecirc;de. Deve-se ignorar gente como Eliane Cantanh&ecirc;de. Eles contaminam o ambiente com suas defici&ecirc;ncias e limita&ccedil;&otilde;es. Uma pena para quem ficou acordado, e agora precisa de col&iacute;rio para diminuir a dor da camisa vermelha de Eliane Cantanh&ecirc;de.</p>
<p>Maldita televis&atilde;o de alta-defini&ccedil;&atilde;o.</p>
<div id="attachment_356" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://flickr.com/photos/leocaobelli/3112255052/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/flickr.com');"><img class="size-medium wp-image-356 " title="Gilmar Mendes" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/3112255052_43c8299057_b-400x266.jpg" alt="Gilmar Mendes" width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Gilmar Mendes</p></div>
<p>PS: Para completar, nem preciso comentar a &#8220;cobertura&#8221; dos &#8220;twitteiros&#8221; <a href="http://twitter.com/juliananunes" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');">Juliana</a>, <a href="http://aloisiomilani.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/aloisiomilani.wordpress.com');">Aloisio</a> e <a href="http://www.samshiraishi.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.samshiraishi.com');">Sam</a>, n&atilde;o &eacute;?</p>
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		<title>Fuck Barack Obama</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 17:48:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, <a href="http://gropius.org/2008/12/11/porque-sim/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/gropius.org');">atrav&eacute;s do Chris</a> eu achei essa campanha maravilhosa: <a href="http://evandro.wordpress.com/2008/12/10/militancia-wireless/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/evandro.wordpress.com');">Fuck Barack Obama</a>. Genial.</p>
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		<title>Miss Saigon: Um Opereta de Malandro</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 04:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lefebvre de Saboya</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Miss Saigon, aqui, &eacute; apenas mais um espet&aacute;culo vulgar (muito vulgar), apelativo e caro. Sinto como se ainda vivesse em 1700, quando os Ingleses nos vendiam esquis no Rio de Janeiro. Um par de esqui &eacute; bem bonito, mas qual &eacute; a utilidade para n&oacute;s? E para arranjar alguma forma de se mostrar, e de mostrar o tamanho do poder aquisitivo, alguns brasileiros fazem coisas bizarras. Miss Saigon &eacute; uma delas. Miss Saigon &eacute; uma experi&ecirc;ncia humana bizarra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_313" class="wp-caption alignright" style="width: 385px"><a href="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/011078215-ex00.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2008/12/011078215-ex00.jpg');" rel="shadowbox[post-310];player=img;"><img class="size-full wp-image-313" title="011078215-ex00" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/011078215-ex00.jpg" alt="Kim e Chris" width="375" height="495" /></a><p class="wp-caption-text">Kim e Chris</p></div>
<p>Inocente, assisti ao musical Miss Saigon, a produ&ccedil;&atilde;o internacional, em cartaz no Teatro Abril em S&atilde;o Paulo. Foram tr&ecirc;s horas de tortura e massacre. Tr&ecirc;s horas assistindo ao pior que a ra&ccedil;a brasileira t&ecirc;m a oferecer. Tr&ecirc;s horas de mart&iacute;rio, tristeza e melancolia. E isso nada tem com a hist&oacute;ria. Miss Saigon, obra baseada em Madame Butterfly, &eacute; uma trag&eacute;dia linda. Mas a adapta&ccedil;&atilde;o brasileira (que s&oacute; precisou traduzir o texto original e mais nada) &eacute; med&iacute;ocre, baixa, vil, gay e por a&iacute; vai.</p>
<p>Mas eu deveria desconfiar. Cl&aacute;udio Botelho, o tal &#8220;mago dos musicais&#8221; (leia-se transforma tudo em <em>merde</em>, com direito a um eufemismo afrancesado), <a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2262" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.digestivocultural.com');">j&aacute; destru&iacute;ra My Fair Lady</a>. O Eduardo me convidou para assistir, mas nem morto eu iria. Nessa apresenta&ccedil;&atilde;o no Teatro Alfa, meu bom amigo j&aacute; antevia o que eu enfrentaria essa semana no Teatro Abril:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #888888;">E agora, a pe&ccedil;a </span><em><span style="color: #888888;">My fair lady</span></em><span style="color: #888888;"> ganhou uma adapta&ccedil;&atilde;o brasileira, que me pareceu meio insensata. &Eacute; dif&iacute;cil adaptar pe&ccedil;as da Broadway simplesmente porque eles fazem pe&ccedil;as perfeitas. E quando se imita algo que &eacute; perfeito, suas duas op&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: fazer igual ou fazer pior. &Eacute; risco demais. - <a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2262" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.digestivocultural.com');">Eduardo Mineo</a></span></p>
<p>E Botelho sempre escolhe a segunda op&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Ent&atilde;o o leitor se pergunta <em>&#8220;mas Lefebvre, eu n&atilde;o acredito que voc&ecirc; foi assistir isso <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VyhcAGrZr6I" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');" rel="shadowbox[post-310];width=425;height=355;">pensando no original</a>. N&atilde;o foi, n&eacute;?&#8221;</em>. E eu respondo, fui sim. Estava l&aacute; na <a href="http://www.ticketmaster.com.br/shwTxtRelease.cfm?releaseID=1476" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.ticketmaster.com.br');">sinopse brasileira</a>. Olha l&aacute;, no final, depois de informa&ccedil;&otilde;es importantes como os 500 figurinos confeccionados no Brasil, as oito trocas de cen&aacute;rio, os 336 sapatos feitos sob medida, al&eacute;m de aproximadamente 500 acess&oacute;rios como chap&eacute;us e cintos. Diz: <em>&#8220;Miss Saigon j&aacute; ganhou 30 dos maiores pr&ecirc;mios teatrais do mundo, incluindo tr&ecirc;s Tony Awards, quatro Drama Desk Awards, tr&ecirc;s Outer Critics Circle Awards e um Theatre World Award. O musical ficou mais de uma d&eacute;cada em cartaz no West Wend e na Broadway.&#8221;</em></p>
<p>Mas n&atilde;o era nada disso. N&atilde;o foi como eu pensei.</p>
<p>Essas produ&ccedil;&otilde;es internacionais s&atilde;o complicadas. Tudo precisa ser igual ao original. As atua&ccedil;&otilde;es, os cen&aacute;rios, as musicas. Tudo, tudo. De tr&ecirc;s em tr&ecirc;s meses os americanos v&ecirc;m inspecionar a adapta&ccedil;&atilde;o. Infelizmente, o texto precisa ser traduzido (por mim deixava no original tamb&eacute;m, sou contra at&eacute; legendas no cinema) e novos atores entram em cena. Bem, vamos devagar ou perco a pena.</p>
<p>Toda tradu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a obra original. &Eacute; uma obra de co-autoria entre o autor original (morto ou n&atilde;o) e o tradutor. Toda tradu&ccedil;&atilde;o pode ser avaliada. Boas tradu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aquelas que pegam o esp&iacute;rito da obra, o estilo do autor, as brincadeiras ling&uuml;&iacute;sticas do texto e conseguem transmitir todos esses aspectos em outra l&iacute;ngua. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. O tradutor precisa ser muito bom, mas bom mesmo, nos dois idiomas para ter sucesso. N&atilde;o pode ter pregui&ccedil;a. Precisa ler e reler tudo um monte de vezes. Isso s&oacute; na literatura. Em musicais, al&eacute;m de tudo isso, o cara tamb&eacute;m precisa saber de m&uacute;sica. N&atilde;o &eacute; s&oacute; traduzir, mas adaptar a tradu&ccedil;&atilde;o &agrave; m&uacute;sica, o que &eacute; mais dif&iacute;cil ainda. </p>
<p>Cl&aacute;udio Botelho n&atilde;o parece ter nenhuma das caracter&iacute;sticas para o trabalho. Em Miss Saigon assistimos a uma prova da pregui&ccedil;a tropical e do mal-gosto de certos setores da cultura brasileira. </p>
<div id="attachment_317" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/011078615-ex00.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/downloads/wp-content/uploads/2008/12/011078615-ex00.jpg');" rel="shadowbox[post-310];player=img;"><img class="size-medium wp-image-317" title="011078615-ex00" src="http://brevesnotas.com/wp-content/uploads/2008/12/011078615-ex00-400x284.jpg" alt="The American Dream - Miss Saigon" width="400" height="284" /></a><p class="wp-caption-text">The American Dream - Miss Saigon Brasil</p></div>
<p>Primeiro, a falta de cultura. Miss Saigon &eacute; uma trag&eacute;dia. Sim, h&aacute; momentos c&ocirc;micos, mas &eacute; uma trag&eacute;dia, Cristo Santo. E, al&eacute;m de trag&eacute;dia, &eacute; uma triste hist&oacute;ria de amor <strong>heterossexual</strong>. No Brasil aparece homem vestido de sado-maso beijando outro cara no palco. Fica terr&iacute;vel ver um monte de soldados <em>mais pra l&aacute; do que pra c&aacute;</em> dentro de um bordel. Os gays demoraram anos para conquistarem o respeito que merecem. Mas agora, aqui, insistem em colocar algo que pensam ser uma certa <em>cultura gay</em> onde n&atilde;o cabe. Tenham d&oacute;. V&atilde;o encenar Oscar Wide ent&atilde;o. </p>
<p>Segundo, o brasileiro transforma tudo em com&eacute;dia. Credo. Isso est&aacute; enraizado na gente. N&atilde;o tem como Escapar.</p>
<p>E h&aacute; outras falhas grotescas, essa a minha prima pegou. A Kim (a protagonista), &eacute; vietnamita e budista. Mas l&aacute; pelos tantos diz &#8220;pela Cruz, bla bla bla&#8221;. Como assim, &#8220;pela Cruz&#8221;? Desde quando nos anos 70 o Budismo absorveu o Cristianismo?  Ser&aacute; esse o musical-do-crioulo-doido?</p>
<p>Entretanto, sofr&iacute;vel mesmo &eacute; a tradu&ccedil;&atilde;o de Botelho. Parece incompet&ecirc;ncia mudar tanto o sentido original. Quem sabe, o coitadinho apenas n&atilde;o &eacute; capaz de entender ingl&ecirc;s direito. Ok. Mas nas rimas ele mostra que realmente nada entende de portugu&ecirc;s. Nas rimas &eacute; onde a pequen&ecirc;z  botelhana salta aos olhos (ou ouvidos, escolha).</p>
<p>Se a primeira rima termina em &#8220;<strong>mim</strong>&#8220;, saiba que seguir&atilde;o as seguintes palavras durante minutos inteiros: enfim, assim, sim, &#8220;verbos conjugados com termina&ccedil;&atilde;o em im&#8221;, mim (de novo, v&aacute;rias vezes), enfim-assim-sim (de novo v&aacute;rias vezes).  Se termina em &#8220;<strong>eu</strong>&#8221; (pronome), l&aacute; vai &#8220;meu&#8221;, &#8220;seu&#8221; e verbos conjugados com termina&ccedil;&atilde;o em &#8220;eu&#8221;. Se termina em &#8220;<strong>Deus</strong>&#8221; (oh, god, aposto muito usado em ingl&ecirc;s), as op&ccedil;&otilde;es acabam e alternam as palavras &#8220;meus&#8221;, &#8220;eus&#8221;, &#8220;seus&#8221; indefinidamente.</p>
<p>Depois de dez minutos o meu c&eacute;rebro desligou.</p>
<p>Um musical &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica, canto, di&aacute;logos falados e dan&ccedil;a. A emo&ccedil;&atilde;o (humor, alegria, tristeza, drama, etc.) &eacute; transmitida atrav&eacute;s da pr&oacute;pria hist&oacute;ria, da m&uacute;sica, das can&ccedil;&otilde;es, dos movimentos e dos aspectos t&eacute;cnicos (como ilumina&ccedil;&atilde;o, cen&aacute;rio, efeitos visuais, etc.). Isso &eacute; o b&aacute;sico.</p>
<p>Rimar em ingl&ecirc;s parece mais pr&aacute;tico. &Eacute; da natureza da l&iacute;ngua. J&aacute; em portugu&ecirc;s, talvez seja mais trabalhoso, nunca mais f&aacute;cil. Rimas como essas usadas por Botelho s&atilde;o chamadas de &#8220;rimas pobres&#8221;. Isso porque n&atilde;o mudam as fun&ccedil;&otilde;es das palavras rimadas e sempre no fim da senten&ccedil;a, n&atilde;o porque &eacute; ruim. &#8220;Rima rica&#8221; s&atilde;o aquelas que juntam palavras de fun&ccedil;&otilde;es diferentes, em partes diferentes da frase. Essas s&atilde;o mais trabalhosas, mas n&atilde;o quer dizer que s&atilde;o melhores que as outras. </p>
<p>Em musicais e &oacute;peras as rimas s&atilde;o bem trabalhadas. Muito tempo de uma ou de outra cansa os ouvidos. N&atilde;o h&aacute; esse cuidado em Miss Saigon. Fico imaginando raz&otilde;es hipot&eacute;ticas. Se Botelho tiver um cachorro, ser&aacute; que este queria fazer xixi e logo ele pensou &#8220;vou enfiar uns mim&#8217;s aqui que t&aacute; bom, j&aacute; fui pago mesmo&#8221;. Para verificar a m&eacute;trica dos versos ser&aacute; que ele pegou as partituras e gritou &#8220;amor, pega a r&eacute;gua pra mim&#8221;? N&atilde;o gosto de ser agressivo, mas diante do que vi e ouvi, somente um desapego completo do profissional experiente pode explicar tantos erros. Ele deu de ombros. Ou isso ou Botelho nem &eacute; profissional, nem t&ecirc;m experi&ecirc;ncia de verdade. N&atilde;o deveria ter aceito a tradu&ccedil;&atilde;o do musical. Mas n&atilde;o adianta, <a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL324962-9798,00-FAMOSOS+SE+EMOCIONAM+COM+O+ESPETACULO+MISS+SAIGON.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/ego.globo.com');">os profissionais de cultura no Brasil parecem mais membros de um cartel</a>.</p>
<p>E como isso atrapalhou os atores. Eles est&atilde;o at&eacute; de parab&eacute;ns. N&atilde;o perdem uma deixa. &#8220;Fazem das tripas, cora&ccedil;&atilde;o, para cantar a terr&iacute;vel tradu&ccedil;&atilde;o&#8221;. Individualmente, fazem o seu papel com emo&ccedil;&atilde;o e energia.</p>
<p>Claro que isso seria perfeito se Miss Saigon n&atilde;o fosse composto por <strong>duetos e corais</strong>. </p>
<p><em>Duetto</em> &eacute; quando dois cantores executam juntos a can&ccedil;&atilde;o. Em Miss Saigon temos mon&oacute;logos sobrepostos. Dif&iacute;cil prestar aten&ccedil;&atilde;o no outro cantor? Parece que sim. Nenhum dos atores parece ter o conhecimento t&eacute;cnico para ali estar. Ali&aacute;s, nenhum ator conseguiria completar um <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Etude" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/en.wikipedia.org');">&eacute;tude</a></strong> simples. Mas a&iacute; &eacute; querer demais, Lefebvre. Musical no Brasil &eacute; coisa para Juliana Paes.</p>
<p>Enfim, Miss Saigon &eacute; qualquer coisa brasileira, mas nada que poderia receber o nome original. O texto &eacute; ruim, as dan&ccedil;as n&atilde;o possuem sincronismo, os atores n&atilde;o convencem, os corais n&atilde;o transmitem emo&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O ponto m&aacute;ximo da pe&ccedil;a, a m&uacute;sica The Americam Dream, fica completamente sem sentido por causa da p&eacute;ssima tradu&ccedil;&atilde;o. Para entender os passos da coreografia &eacute; preciso recorrer &agrave; vers&atilde;o original, ou voc&ecirc; nada entende. Miss Saigon, aqui, &eacute; apenas mais um espet&aacute;culo vulgar (muito vulgar), apelativo e caro. Sinto como se ainda vivesse em 1700, quando os Ingleses nos vendiam esquis no Rio de Janeiro. Um par de esqui &eacute; bem bonito, mas qual &eacute; a utilidade para n&oacute;s? E para arranjar alguma forma de se mostrar, e de mostrar o tamanho do poder aquisitivo, alguns brasileiros fazem coisas bizarras. Miss Saigon &eacute; uma delas. Miss Saigon &eacute; uma experi&ecirc;ncia humana bizarra.</p>
<p>E, infelizmente, n&atilde;o &eacute; a &uacute;ltima.</p>
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