Nanowrimo, Novembro, 2008

outubro 27 0 Comments Category: Literatura

Um muro de pedras é uma coisa linda quando você o vê mar­geando um campo no meio do nada, mas fica mais im­pres­si­o­nante quando você se dá conta de que foi cons­truído sem ar­ga­massa, que o cons­trutor pre­cisou es­colher cada pedra e coloca-​la lá. Es­crever é como cons­truir um muro. ë uma busca con­tínua pela pa­lavra que se en­caixará no texto, na sua mente, na página. Trama e per­so­nagens e me­tá­foras e estilo, tudo isso se torna se­cun­dário para as palavras

Bagno, Marcos - A Norma Oculta

outubro 06 2 Comments Category: Literatura, Livros, Reviews

Antes de mais nada, de­vemos ob­servar que Marcos Bagno de A NORMA OCULTA não é um pro­fessor in­te­ressado em de­sen­volver o senso crítico de ninguém. Ele está mais para um com­ba­tente. Está em guerra com os gra­má­ticos. E como das guerras só saem per­de­dores, Bagno destrói tudo e a todos, não dei­xando pedra sobre pedra para a de­mo­cracia que visa ins­taurar. Na ten­tativa de acabar com um pre­con­ceito real, ele im­pos­si­bilita o leitor de ad­quirir algo muito mais im­por­tante do que um simples pan­fleto dou­tri­nário: pensar di­reito – a única arma eficaz contra o mundo in­justo traçado pelo autor.

Lispector, Clarice. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.

outubro 02 5 Comments Category: Literatura, Livros, Reviews

Eu de­testo os livros da Clarice, desde que li o pri­meiro. Sempre vi neles não uma es­critora, mas apenas uma autora, ta­lentosa, que não queria ir até onde po­deria. Mas eu tinha algo em comum com ela, o dia do nas­ci­mento. Ela nasceu no dia 10 de de­zembro, eu no dia 11. Por essa “pro­xi­midade”, sempre me in­te­ressei mais pela sua vida do que por suas obras. Pode ima­ginar quão pro­ble­mático é des­gostar de uma das “es­cri­toras” mais im­por­tantes do Brasil? Ainda não é fácil.

E lá vamos nós de novo, outra vez...

setembro 10 0 Comments Category: Asides

Casa nova. Criar um novo blog (ou con­tinuar com o BN) não era um plano. Não mesmo. Porém, cá estou. Tudo novo mas com aquela velha per­gunta na cabeça: “e agora, faço o quê?”.
Ter um blog já encheu meu saco. No duro. Passou a no­vidade, a época de ouro e, sei lá a razão, não gosto mais desses textos organizados […]