5+ Twitter Apps para OSX Macintosh

Day One Hundred Twelve

Day One Hundred Twelve

Eu não sou co­nhecido por ser um usuário as­síduo do Twitter. Ainda tenho cá minhas re­servas se esse novo serviço é in­te­res­sante, ou apenas dá mais con­teúdo des­car­tável para eu jogar fora. Enfim, mesmo pos­suindo um perfil, man­tenho meus con­tatos no mínimo. Por mais que eu goste demais de certas pessoas, eu re­al­mente não quero saber os “pen­sa­mentos” delas du­rante o dia.

Logo que me ins­crevi, a maior di­fi­culdade foi ter que pre­cisar atu­a­lizar sempre o site para re­ceber as novas men­sagens. Depois des­cobri os cli­entes para twitter, os pro­gramas que trans­formam o mi­croblog numa es­pécie de MSN de pe­quenos textos. Cada apli­cativo tem suas ca­rac­te­rís­ticas pró­prias, e nem sempre o mais com­pleto é o melhor para você. Então, depois de tantas di­fi­cul­dades, re­solvi es­crever sobre os 5 me­lhores apli­ca­tivos para Twitter de acordo com o perfil de usuário. Fica mais fácil es­colher um deles e, no futuro, de acordo com a forma que você usa e lê os 140 ca­rac­teres, mudar para um que otimize sua experiência.

5 - twhirl (free)

  • Para quem serve: Para os ini­ci­antes ou para aqueles que se enjoam fácil de um es­quema de cores.
  • É bom porque: Tem muitos re­cursos caso você precise de algum deles esporadicamente
  • Os Contras: Os re­cursos para um uso avançado não são fáceis de achar

twhirl

O twhirl é o pri­meiro apli­cativo que co­nheci. Ele é um cross-​platform que roda no novo sistema da Adobe, o Adobe AIR. No início, ele era bem simples e passou por alguns pro­blemas. Agora está es­tável e é uma boa opção para os ini­ci­antes, prin­ci­pal­mente porque é de graça (parece que quanto mais simples é um pro­grama, mais caro fica seu preço). Possui todos os re­cursos avan­çados de um app de peso, mas eles são di­fíceis de achar. Enfim co­lo­caram o Twitter Search and Twe­etScan, fer­ra­mentas úteis para buscas.

O prin­cipal ponto po­sitivo é o visual. Com vários es­quemas de cores, é fácil mudar o jeitão dele de acordo com seu humor. E muita gente não con­segue passar um dia in­teiro com o mesmo papel de parede no mo­nitor. Se você é assim, o twhirl deve ser a sua es­colha. Simples assim.

4 - Tweetie ($19.95)

  • Para quem serve: É ideal para quem quer o fe­eling do iPhone no seu computador.
  • É bom porque: A in­terface é muito bonitinha.
  • Os Contras: Precisa muitos cliques para fazer as ope­rações mais básicas.

Tweetie

O Tweetie é um apli­cativo ori­ginal do iPhone. Para quem usa no ce­lular, ele é muito legal. En­caixa per­fei­ta­mente com o jeito cool do fun­ci­o­na­mento dos apli­ca­tivos no apa­relho. Tem bo­linha que roda, é fácil de usar com os dedos, e não dá pra mudar a cor, fonte, etc. To­davia, quando transfere-​se isso para um no­tebook ou desktop, tudo muda de figura. O jeitão legal torna-​se um saco. É preciso muitos cliques para as ope­rações mais bá­sicas, até mesmo postar no Twitter.

O su­porte para as short url não é lá essas coisas. En­quanto o usava, qualquer en­dereço mais longo causava erro, ou não restava ca­rac­teres para es­crever. Ele exige con­fir­mação para abrir os links, e a janela não é lá muito ami­gável. Se você precisa das info de um contato, pri­meiro vc clica e carrega os twitter dele e, mais uma vez, para chegar na bio de duas linhas e a url. Toda vez que te mandam uma men­sagem, ele acusa em duas ja­nelas, exi­gindo mais cliques co­locar todas as men­sagens como “lidas”.

Pes­so­al­mente, é a pior es­colha na minha opinião. Mas como já disse, a beleza da in­terface atrai seus fãs e é cool. Além do mais é pago, mas a versão gra­tuita é to­tal­mente fun­cional, a pe­ga­dinha é que de hora em hora aparece um anúncio para ajudar no su­porte do app.

3 - Twitterrific ($14.95)

  • Para quem serve: Pessoas que gostam de uma in­terface bonita, clean, sem frescuras.
  • É bom porque: É simples e muito bonito. Para ler e postar fa­cil­mente sem complicações.
  • Os Contras: Não possui os “re­cursos avan­çados”, embora eu não ache isso ruim.

Twit­ter­rific é o meu apli­cativo de­dicado pre­dileto (con­tinue lendo e você vai en­tender). Leve, simples, sem fres­curas. Ele é per­feito. Vale cada centavo.

Twit­ter­rific

Quando eu dizia que o Twitter pode te so­bre­car­regar de in­for­mação, eu não estava brin­cando. Gente usa para ver ten­dências, des­cobrir no­vi­dades, es­palhar no­tícias e acom­panhar como ela se es­palha na in­ternet e tudo ao mesmo tempo agora. Se você usa o site para manter contato, ler e dizer o que anda fa­zendo, ele deve ser a sua es­colha. É simples.

O visual trans­lúcido o di­fe­rencia dos di­versos apli­ca­tivos, sem os atra­palhar, caso você use um mo­nitor grande.

Você sente que é um apli­cativo nativo do OS X. Você sente que é in­tuitivo. Você não perde tempo.

No Twit­ter­rific, as men­sagem apa­recem numa linha con­tinua simples. Em cada uma delas, ao passar o mouse, surgem três botões que te permite fazer tudo. O pri­meiro deles dá todas as opções pos­síveis para o contato e para o pro­grama (adi­cionar aos fa­vo­ritos, res­ponder, atu­a­lizar os twitter.

O se­gundo é de­dicado apenas para responder.

O ter­ceiro, e mais legal, é o do usuário. Ele te leva para a página que ele ca­dastrou no perfil, e no caso da au­sência desta, ao perfil desse cara no site do Twitter.

Você também pode configurá-​lo para atu­a­lizar o status do Adium, Skype ou iChat com seus tweets. Ele au­to­ma­ti­ca­mente en­curta as URLs.

A versão gra­tuita também exibe anúncios de tempo em tempo.

2 - TweetDeck (free)

  • Para quem serve: Ideal para ver ten­dências, des­cobrir no­vi­dades, es­palhar no­tícias e acom­panhar como ela se es­palha na in­ternet e tudo ao mesmo tempo agora.
  • É bom porque: É o mais com­pleto. Possui todos os re­cursos que um pro­fis­sional precisa para trans­formar o Twitter em fer­ra­menta de tra­balho e pesquisa.
  • Os Contras: O visual é precário.

Twe­etDeck

O apli­cativo Twe­etDeck é o mais com­pleto de todos, e é de graça. Ele também é um cross-​platform ro­dando em Adobe AIR. Se você precisa usa o twitter na sua pro­fissão, precisa ficar ligado no que acontece di­a­ri­a­mente, buscar as in­for­mações de um produto ou as­sunto cons­tan­te­mente, esse é o seu pro­grama. Melhor não há.

O lado ne­gativo desse app é o visual. Bem, ele é or­ga­nizado em co­lunas, uma para cada coisa. Você pode criar uma coluna para os tweets re­centes, criar grupos de amigos e ter uma coluna de­dicada, fazer uma busca com um termo de­ter­minado e re­ceber os tweets sobre isso numa outra – enfim, várias opções. Claro que num grande mo­nitor wi­des­creen é otimo. Mas não num macbook. As fontes também são ruins que doem. As cores podem ser mu­dadas, mas é algo muito simples, sem um cuidado es­pecial para apa­rência com­parado aos outros. Enfim, o Twe­etDeck não é feito pra ser bonito, mas funcional.

Como já disse, é pos­sível criar di­versas co­lunas para seguir qualquer as­sunto ou grupo es­pe­cífico de pessoas. Além disso, o Twe­etDeck possui a ca­pa­cidade de ser sin­cro­nizado em di­versos com­pu­ta­dores — es­sencial para pro­fis­si­onais — ou seja, no tra­balho ou em casa, PC, iPhone ou Mac, você tem o mesmo pro­grama con­fi­gurado da mesma forma. Sim, tem uma versão para iPhone também.

Claro que tantas opções podem es­tourar o numero de re­qui­sições per­mi­tidas pelo Twitter. Mas você também pode con­fi­gurar como as co­lunas se atu­a­lizam, para quando um grupo de as­suntos ou pessoas é mais im­por­tante que o outro. Outra função do app é atu­a­lizar o Fa­cebook e re­ceber, óbvio, a atu­a­li­zação dos seus con­tatos. Aliás, é a única forma até agora para quem quer unir o um perfil fe­chado no Twitter com o Fa­cebook.

Não re­co­mendo para en­tu­si­astas ou ini­ci­antes, ok?

1 - Blogo ($25.00)

  • Para quem serve: Ideal para ver ten­dências, des­cobrir no­vi­dades, es­palhar no­tícias e acom­panhar como ela se es­palha na in­ternet e tudo ao mesmo tempo agora e gosta de um pro­grama bem feito!.
  • É bom porque: É o mais com­pleto e mais bonito — e é apenas uma “função”.
  • Os Contras: É pago?

Ser­viços

O Blogo não é um Twitter App, cliente de pu­bli­cação para blogs e CMS. Ele é um apli­cativo des­tinado a des­truir o Windows Live Writer e o Ecto, mas levou consigo o título de melhor app para Twitter, Ping​.Fm (ver os sites su­por­tados ao lado). Fa­larei do po­tencial total desse app em outro mo­mento. Aqui fico com o lado Twitter dele.

A apa­rência do Blogo lembra em muito a beleza e sim­pli­cidade do Twit­ter­rific com todas as fun­ci­o­na­li­dades do Twe­etDeck. É um win-​win, mesmo não sendo pos­sível salvar buscas es­pe­cí­ficas, nem sin­cro­nizar com outros com­pu­ta­dores. Como ele é ori­gi­nal­mente uma fer­ra­menta para pro­duzir con­teúdo com fa­ci­lidade e ra­pidez, o twitter é in­te­grado como mais uma fonte de in­for­mação, oti­mi­zando o tempo de re­dação e pu­bli­cação de um texto. Também usa essas redes para pu­blicar au­to­ma­ti­ca­mente as atu­a­li­zações do seu blog, site, fa­cebook, etc.

O chamado Mi­croblog Viewer segue a mesma linha do Twit­ter­rific. Quatro botões apa­recem: fa­vo­ritar, res­ponder, perfil e un­follow. Mas cli­cando com botão di­reito do mouse aparece a melhor função do pro­grama: tra­duzir para. Você es­colhe a sua língua e o pro­grama traduz o con­teúdo au­to­ma­ti­ca­mente. É ótimo para seguir ho­lan­deses que só as vezes es­crevem em inglês.

Blogo

Blogo

Re­al­mente me es­pantou ver algo tão bem feito num pro­grama que, na es­sência, não foi de­se­nhado para seguir o Twitter.

Con­cluindo, há então três opções para o nível iniciante-​intermediário, e dois apps bem com­pletos para um uso avançado e pro­fis­sional do Twitter. E em ambos opções gra­tuitas e outras pagas. Às vezes parece que usuários de Ma­cintosh possuem poucas opções de pro­gramas diante do windows, o que não é verdade. Na re­a­lidade, temos poucos mas bons apps. Isso só é pos­sível porque usuários macs, nor­mal­mente, têm foco ao usar as di­versas fer­ra­mentas que o equi­pa­mento e a in­ternet nos dão.

Claro que estou sempre de olho nos novos pro­gramas, e su­gestões são sempre bem vindas. Teste cada um deles e depois me diga o que achou, para aju­darmos alguns que estão per­didos no mundo virtual.

Photo: Day One Hundred Twelve By Dustin Diaz

Jornalismo e mídia "internet"

Bad News

Bad News

Vez ou outra, o jor­na­lista acha uma in­for­mação apenas com a sorte. Apenas por estar no lugar certo, na hora certa. O jor­na­lismo ainda en­ga­tinha na in­ternet. Por en­quanto, as únicas ino­vações da rede é a ra­pidez de pu­bli­cação das ma­térias, os tais “co­men­tários” e, mais im­por­tante, a ca­pa­cidade de re­visar os textos cons­tan­te­mente.

A re­visão de textos (ou atu­a­li­zação, como é chamada pelos veí­culos) não foi ini­ci­ativa do setor. Nos pri­mórdios desses no­ti­ciários, erros ou re­visão de in­for­mação era feita sem o devido es­cla­re­ci­mento para o leitor. Não por má-​fé, a questão era que isso de ar­rumar uma re­por­tagem, re­al­mente, era algo novo para o jor­na­lismo, desde sempre acos­tumado com o fato de, uma vez pu­blicado, não dá pra voltar atrás no texto. Jornais, an­ti­ga­mente, pos­suíam duas edições, tanto para adi­cionar novas ma­térias como para con­sertar erros das edições ma­tu­tinas. Na era da in­ternet, atu­a­lizar o texto já pu­blicado era algo nunca antes pensado numa re­dação. Ma­térias eram pro­du­zidas as seis horas e, ma­gi­ca­mente, a mesma ma­téria das seis tinham in­for­mações que só apa­re­ceram as nove da noite na­quele dia.

Era preciso avisar que o texto re­cebeu uma atu­a­li­zação. Os lei­tores exigiam e, além disso, pega mal para a empresa.

Nesse começo, era di­fícil per­ceber as mu­danças no texto. Agora, é di­fícil saber quais foram essas mu­danças. Acres­cen­taram ou re­ti­raram in­for­mações? Foi preciso es­cla­recer certos pontos do texto? Ar­rumar a gra­mática? Ou, quem sabe, omitir uma bela bola-​fora que o re­pórter deu?

Do­cu­mentar essas re­visões é com­plicado por dois mo­tivos. O pri­meiro, é a fer­ra­menta para tornar isso re­a­lidade. Criada, como ela fun­ci­onará? Como fa­ci­litar o uso dessa fer­ra­menta? Esses são as­pectos técnicos.

O se­gundo motivo, e re­al­mente o que mais in­comoda os veí­culos, é as in­for­mações con­tidas nas re­visões. Ali, você poderá ver o que foi al­terado, re­tirado, acres­centado. Jornais, qualquer um, ainda não se sentem con­for­táveis para ta­manho tipo de trans­pa­rência. A Wi­ki­pédia, por exemplo, dispõe desse serviço. Através dele é pos­sível ver como as in­for­mações de um artigo são ma­ni­pu­ladas pelos autores/​colaboradores e a in­tenção deles quando o fazem.

En­tre­tanto, isso é pro­blema dos jornais. Eu gosto mesmo é de, vez ou outra, pegar um jor­na­lista no pulo! Dando uma in­for­mação equi­vocada e logo depois omitindo-​a. É muito engraçado.

Ontem, foi a vez do blog da BBC. Tive a sorte de acom­panhar a mu­dança dra­mática de um post en­quanto a no­tícia acontecia.

Esse post da BBC sobre o caso da Paula Oli­veira foi pu­blicado às 17:35. O texto serve para jus­ti­ficar a co­bertura da rede no caso, ale­gando que eles não se pre­ci­pi­taram como os jornais bra­si­leiros. O final do pe­núltimo pa­rá­grafo ori­ginal estava assim:

Fi­camos então ainda mais atentos para não abraçá-​la in­de­vi­da­mente. O que é um cálculo de­licado, afinal o caso, se ver­da­deiro, era ex­tre­ma­mente grave. In­clusive, ainda não foi to­tal­mente es­cla­recido. Paula Oli­veira não estava grávida, mas ainda não está provado que ela fan­tasiou a su­posta agressão.

Ali ainda se via uma pre­o­cu­pação de deixar as duas his­tórias em des­taque, não des­car­tando as opções e ainda co­lo­cando em dúvida a pe­rícia feita pela po­lícia da Suíça. Além disso, ele toca num as­sunto im­por­tante, o que deve fazer um jor­na­lista com um caso ex­plosivo na mão, o tal “cálculo de­licado”. Meia hora depois, às 18:00, uma re­vista suíça país di­vulgou a in­for­mação de que a ad­vogada bra­si­leira tinha con­fessado a farsa para a po­lícia. Ma­gi­ca­mente, o texto foi atu­a­lizado para isso:

Fi­camos então ainda mais atentos para não abraçá-​la indevidamente.

Bela re­dução, creio. Hoje, na versão final (acho), tal pa­rá­grafo mudou completamente:

Apesar do cuidado da noite an­terior, minha ten­dência na­quele mo­mento era achar que a his­tória fosse ve­rídica. Fi­camos então ainda mais atentos para não abraçá-​la in­de­vi­da­mente. O caso segue sendo in­ves­tigado na Suíça, e ainda não está provado se o su­posto ataque ocorreu ou não.

Minha dúvida é, há pro­blema nisso tudo? Creio que há.

O jor­na­lista parece-​se com o pu­bli­ci­tário porque ambos sempre querem estar certos. Talvez seja mais fácil um médico ad­mitir um erro do que esses dois. É o con­si­derado normal na pro­fissão. Talvez esteja no fer­mento que usam para criá-​los. Os as­ses­sores de im­prensa, por exemplo, não podem se dar a esse luxo, já que um erro na pro­fissão deles pode ser fatal. Nem coloco em questão esse com­por­ta­mento, já que nada irá mudá-​lo. Espanto-​me é como essa postura pode em­po­brecer um texto. A ne­ces­sidade de estar sempre “ligado” e “correto” empobrece.

Se o autor, Ro­gério Simões, man­ti­vesse o texto ori­ginal, não seria ver­go­nhoso. Já que ele re­solveu dar uma de om­budsman, que apro­vei­tasse a si­tuação para exem­pli­ficar ainda mais a questão prin­cipal de toda a con­fusão gerada pela Paula, a di­fi­culdade do tal “cálculo de­licado”. Seria ainda mais in­te­res­sante um se­gundo post mos­trando o quão di­fícil é isso. Po­deria ter até o mote “olha, quis mostrar os pro­blemas de fazer jor­na­lismo e, na mesma hora, o pior deles acon­teceu de novo, en­ten­deram a questão?”.

Porém, faltou visão ao Ro­gério, ou vontade, ou co­ragem, para mostrar que os jor­na­listas erram toda hora, todo dia, e con­sertar esses erros para não com­pro­meter ino­centes e a re­a­lidade também é peça im­por­tante no exer­cício da pro­fissão. In­fe­liz­mente, só de­monstrou que o cor­po­ra­ti­vismo é vivo e forte no setor, que nunca aprende com seus pró­prios erros até que seja tarde demais. E mesmo assim, quando tentam, aprendem errado. Esse blog da BBC é para ajudar o leitor a “a en­tender melhor o con­texto do no­ti­ciário in­ter­na­cional”. Já en­ten­demos. Na BBC, na TV Brasil, TVE, na Globo ou na Carta Ca­pital, o pro­blema é sempre o mesmo.

Foto: Bad News

Sou feliz quando apareço antes no Google

Fico feliz quando apareço antes das pessoas que admiro no Google. É uma alegria pe­quena, mas a vida é feita delas. Aqui vai um ins­tan­tâneo, porque alegria de pobre dura pouco…

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Usando OpenId nos Blogs e Sites

IntenseDebate

In­ten­se­Debate

Atenção
O pro­cesso ficou ainda mais fácil para deixar seus lei­tores co­mentar com OpenID. Basta ins­talar o In­ten­se­Debate. Nada mais. Além do OpenId, ele inclui no seu site/​blog fa­ci­li­dades para o twitter e tantas outras redes so­ciais por ai. Faça um teste e deixe aqui no Breves Notas a sua opinião.

O Breves Notas também é uti­lidade pú­blica. E agora, que eu saiba, é um dos pouquís­simos blogs pes­soais que su­porta OpenId. E o que você, leitor, tem com isso? Tudo. Em 2008, o OpenId cresceu muito, vários sites usam essa forma de iden­ti­fi­cação para co­men­tários, ins­crição e tudo o mais. Você que também possui um blog de­veria ter o seu, já que é o meio mais prático de ter sua iden­tidade na web, sem pre­encher for­mu­lários com nome, e-​mail e web site.

O que é o OpenId

O OpenId é um modelo de iden­ti­fi­cação gra­tuito. Uma forma de se iden­ti­ficar na in­ternet. Nada mais que isso. Um manual de ins­trução para a página pegar seu nome e dados au­to­ri­zados por você. Ai, parte das em­presas como o Google, Mi­crosoft, etc., co­locar a dis­po­sição dos cli­entes esse modelo. Fun­ciona mais ou menos assim. Você tem um hotmail. A Mi­crosoft cria um ser­vidor de OpenId para seus usuários. Depois de um monte de coisas téc­nicas, vc pode usar seu hotmail para entrar no Yahoo, por exemplo, co­mentar nos blogs, entrar no Twitter e tudo o mais. Isso sem pre­cisar fazer uma conta se­parada para cada site. E mesmo que vc tenha uma conta em cada site, você pode usar apenas um en­dereço para logar em todos eles, sem pre­cisar lembrar o nome de usuário e senha toda hora.

O bom disso é que vc pode co­locar todos os seus sites num mesmo lugar, como um Cartão Virtual. Há ser­viços como o Me Adi­ciona que tenta uni­ficar todos os seus sites num só local de re­fe­rência. Mas com um OpenId vc também poderá entrar na maioria deles com um clique, sem pre­encher nada.

E como isso funciona?

Bem, nada é assim tão fácil. Pri­meiro você deve aderir a um desses ser­viços. Se você tem um Flickr, um mail do Yahoo, você pode con­fi­gurar sua OpenId aqui. Se você usa o MSN, tem um hotmail, a Mi­crosoft está tes­tando o OpenId nesse en­dereço. Vários outros sites for­necem um “ser­vidor de OpenId” com di­versas características.

OpenId é o meio mais prático de ter sua iden­tidade na web, sem pre­encher for­mu­lários com nome, e-​mail e web site, etc.

Eu, pes­so­al­mente, uso o Ve­risign, porque em ma­téria de cer­ti­fi­cados de se­gu­rança, eles são os melhores.

Bem, es­colha um deles. Qualquer um lhe dará um en­dereço que vc deve co­locar no campo de OpenId do site que vc quer entrar, como nos co­men­tários do Breves Notas. No Ve­risign, o en­dereço é a minha página pessoal (“https://​lsaboya​.pip​.ve​ri​signlabs​.com/”) que tem todos os meus sites. Na pri­meira vez que vc fizer isso no site que quer ca­dastrar no OpenId, bem, vc pre­cisará con­fi­gurar como vc quer apa­recer. Em alguns sites quero que meu nome apareça como “Le­febvre”, noutros “Le­febvre de Saboya”, qual e-​mail, e por ai vai. Depois disso, pronto, sempre apa­recerá assim. Isso é útil, por exemplo, se você quer co­mentar no Blogger com um nome, mas aqui com seu apelido.

Quando se co­nectar na in­ternet e tentar co­locar seu OpenId num site, você vai ser re­di­re­ci­onado para o seu ser­vidor. Co­loque seu nome e senha e pronto. Depois disso, quando quiser entrar num site (como o Twitter, Fa­cebook, Orkut), basta apertar um botão. Nada mais de login e senha. Isso você con­figura no seu OpenID e pronto.

Quando quiser co­mentar num blog, basta co­locar seu en­dereço de OpenId e pronto, seu nome, mail e foto apa­recem au­to­ma­ti­ca­mente, junto com seu site ou blog. Aliás, se tiver um blog, poderá usar esse en­dereço como OpenId, basta associa-​lo com ela.

Como Uso Meu Blog Com Minha OpenId?

É simples, você não precisa nada mais do que editar o html do seu site (e que ele esteja ca­das­trado no OpenId). Se você tem um blog no Word​Press​.com, seu blog já é uma OpenId. Você não precisa fazer nada, só co­locar http://seublog.word​press​.com no campo de iden­ti­fi­cação e pronto. Lógico que vc precisa estar logado e au­to­rizar na pri­meira vez o site que quer co­mentar. Ou qualquer um po­deria usar sua iden­tidade, não é mesmo? Mas depois disso, beleza. Fica tudo automático.

O Yahoo ainda não su­porta esse método. Se quiser usa-​lo, es­colha outro provedor.

Agora, se você usa o blogger ou tem seu próprio site, você deve entrar na edição do tem­plate e co­locar entre as tags <head></head> os có­digos de acordo com o seu pro­vedor de OpenId (ori­ginal aqui).

Então, se você usa AOL, adi­cione as se­guintes linhas:

<link rel="openid.server" href="https://api.screenname.aol.com/auth/openidServer">
<link rel="openid.delegate"href="http://openid.aol.com/seunomedeusuário">

No caso da Ve­risign PIP, que eu uso, seria assim:

<link rel="openid.server" href="http://pip.verisignlabs.com/server" />
<link rel="openid.delegate" href="http://[username].pip.verisignlabs.com" />
<link rel="openid2.provider" href="http://pip.verisignlabs.com/server" />
<link rel="openid2.local_id" href="http://[username].pip.verisignlabs.com" />
<meta http-equiv="X-XRDS-Location" content="http://pip.verisignlabs.com/user/[username]/yadisxrds" />

E o famoso MyOpenID:

<link rel="openid.server"href="http://www.myopenid.com/server" />
<link rel="openid.delegate" href="http://youraccount.myopenid.com/" />
<meta http-equiv="X-XRDS-Location" content="http://www.myopenid.com/xrds?username=seunomedeusuário.myopenid.com" />

Fácil, né?

Como Eu Coloco OpenId Nos Comentários Do Meu Blog?

Simples, também. Se você usa Word​Press​.com ou Blogger, basta au­to­rizar nas con­fi­gu­rações do seu blog. Agora, se você tem um site próprio e usa o Word­Press, basta ins­talar o plugin Openid. Além de per­mitir o OpenId nos co­men­tários, essa ex­tensão tem a opção de trans­formar seu site num ser­vidor de OpenId. Se seu blog tem vários co­la­bo­ra­dores, eles também podem usar o site como OpenId deles, se qui­serem. Claro, se você é o Dono do Blog e o único ser que ali es­creve, nem precisa habilitar.

Essa é a dica. Con­si­de­rações, ob­ser­vações, cor­reções ou pi­tacos, usem os comentários…

Minha Biblioteca

Livros e mais livros e mais livros

Livros e mais livros e mais livros

Quando eu morava no Rio de Ja­neiro, gostava de ca­minhar e con­versar sobre livros. Muitas vezes fazia isso só, me igua­lando aos doidos que de­coram as es­quinas ca­riocas. E quando en­con­trava um amigo para ouvir minhas ma­lu­quices, coitado, sentia pena depois de nos des­pe­dirmos – pro­va­vel­mente eu o fiz passar uma das tardes mais de­sa­gra­dáveis da sua vida.

E num desses diá­logos, eu ab­sorto nos de­va­neios de final de tarde, um grande colega interrompeu-​me:

Le­febvre, es­tamos na Vieira Souto, o metro qua­drado mais caro do país. Olhe pros apar­ta­mentos e me diga o que vê.”

Bem, luzes acesas, quadros, salas, te­le­visão…” eu dizia.

Então, e o que você não vê?”, per­guntou ele.

Humm…”, pensei, “bi­bli­o­tecas?”, respondi.

Sim, exa­ta­mente. Bra­si­leiro não gosta de livros. Na Europa, a bi­bli­oteca fica sempre na sala. Não para im­pres­sionar as vi­sitas, mas porque é mais prático. A fa­mília lê. No Brasil, ninguém lê, ninguém se im­porta com isso. Livro serve para juntar pó. Agora com a in­ternet, com o com­pu­tador, aca­baram até mesmo com as en­ci­clo­pédias. Muito car­pin­teiro faliu com isso. É o que eu chamo de crise. Bra­si­leiro não lê. Não usa jornal nem para catar cocô de cachorro…”

Desde então, decidi usar a bi­bli­oteca como meu índice pessoal de de­sen­vol­vi­mento humano. Quando faço uma visita, procuro pri­meiro a bi­bli­oteca. Pouco me im­porta o que o ser lê. Se tem uma bi­bli­oteca, e os livros são “usados”, fico con­tente, á vontade. Tenho medo ao entrar numa casa sem livros. Peço logo uma água com açúcar para me acalmar.

Andei muito pelo Rio a caça de bi­bli­o­tecas pes­soais. Olhava aten­ta­mente as ja­nelas em busca de livros. “Ca­rioca não lê”, pensava. Uma vez, no Leblon, vi cinco apar­ta­mentos com bi­bli­oteca na sala. Quis me mudar para o prédio ime­di­a­ta­mente. Quando cheguei em São Paulo, co­mecei a ana­lisar os meus vi­zinhos com um binóculo.

Aqui, há cerca de 500 ja­nelas (ou mais). Em todo prédio, ao menos um ci­dadão possui uma es­tante de livros. O as­sunto deles, não sei. Nas minhas noites de insônia, muitas vezes apagava a luz do meu quarto e bis­bi­lhotava a vida alheia. Tem um ve­lhinho que mora no ter­ceiro prédio do outro lado da rua. Toda a noite ele acende o seu abajur, senta na pol­trona e lê inin­ter­rup­ta­mente por quase duas horas. Ninguém o in­comoda. Acho isso tão legal. Quero ser assim quando eu crescer.

No prédio atrás do meu, uma fa­mília se reúne re­li­gi­o­sa­mente todo dia para jantar. É tão bonito. Depois, con­versam um pouco na frente da te­le­visão, sempre sin­to­nizada num canal de no­tícias. Quando se se­param, fico de olho na janela do es­cri­tório, onde fica a bi­bli­oteca deles. A luz acende e apaga. Toda hora alguém pega algum volume. Penso que nessa fa­mília todo mundo é dou­to­rando. Só pode. Ou ad­vo­gados, vai saber. Mas é uma rotina vi­ciante. Quase me es­queço que dois an­dares acima mora uma das mu­lheres mais bo­nitas que já vi.

Nisso, olho para os meus pró­prios livros. Coi­tados, nem são muitos mas são que­ridos. Bem de­vagar, como um sapatinho-​de-​judia (Tum­bergia my­so­rensis), eles tentam tomar conta da parede da minha sala. Toda bi­bli­oteca é um projeto eterno. Os ar­qui­tetos devem gostar quando pegam um cliente com uma co­leção imensa, porque, além de tudo, a ela é um ótimo objeto de de­co­ração. E a bi­bli­oteca é a pupila dos olhos do dono. Nem o carro a vence.

Minha bi­bli­oteca, como as his­tórias de amor, também é um clichê. Talvez a de todo mundo seja, mesmo que ninguém admita. Eu gosto de passar por ela, e me pego, às vezes, ad­mi­rando os li­vrinhos en­fi­lei­rados. Sinto uma sen­sação tão grande de or­gulho que só pode ser pecado. “Padre, perdoe porque eu pequei. Faz 16 anos desde minha última con­fissão. Eu olho a minha bi­bli­oteca é fico todo or­gu­lhoso…”. Talvez por isso eu goste tanto desse poema do J. G. de Araújo Jorge (des­culpe a música, não é minha culpa), que nada tem de gran­dioso, mas que é tão efi­ciente quanto ri­minhas entre namorados.

A bi­bli­oteca é toda do dono, é uma da­quelas coisas que ninguém pode fazer por você. Quer dizer, até pode, em casos ex­tremos. Mas de nada adianta se os livros fi­carem por lá. Livros não servem apenas para pegar pó. Livros servem para dar vida, prin­ci­pal­mente para nós, homens. É que nós não po­demos gerar filhos, e essa deve ser uma ex­pe­ri­ência ma­ra­vi­lhosa. Mas através dos livros, talvez che­guemos bem perto disso. Junto com outra pessoa, o autor, através da leitura, trans­for­mamos em re­a­lidade algo que até então não existia para nós. É por isso que fico tão or­gu­lhoso e cheio de mim. Assim como meu ca­chorro, a bi­bli­oteca faz parte da fa­mília e é insubstituível.

Será o Orkut o playground dos pedófilos mundiais?

Será o Orkut o play­ground dos pe­dó­filos mun­diais”? Se você acom­panhar os tra­balhos da CPI da Pe­do­filia achará que sim. Os “ex­ce­len­tís­simos” se­na­dores acham que o Google é um dos maiores pro­te­tores de pe­dó­filos por não com­par­tilhar as in­for­mações dos usuários do site de re­la­ci­o­na­mentos com a Co­missão de Inquérito. Não sei você leitor, mas, para as­suntos sérios como esse, a pa­lavra da In­terpol ou do FBI valem bem mais do que a de uma CPI. Aliás, de todas que ins­tau­raram no Go­verno Lula, não lembro de ne­nhuma que tenha prendido qualquer tipo de cri­minoso. Só des­co­briram alo­prados. Pro­cu­rando pelas no­tícias in­ter­na­ci­onais, não achei ne­nhuma acu­sação contra a Em­presa Norte-​Americana feira pelas duas agências. E é a CPI quem quer caçar pe­dó­filos virtuais?

O Ba­nanal (leia Brazil) já é um play­ground para esses atos no­jentos. Já temos até mapa da pros­ti­tuição in­fantil no país. Se os ex­ce­len­tís­simos se­na­dores querem mesmo pegar alguns pe­dó­filos, basta irem com seus carros para qualquer um desses pontos. Ga­ranto que terão re­torno ga­rantido. En­tre­tanto, nossos po­lí­ticos pensam serem mais efi­ci­entes que Law & Order SVU. Pena que eles não en­tendam nada de te­le­visão e muito menos de es­tru­tu­ração de um de­par­ta­mento de po­lícia. Eles nem pa­recem ter um dia lido a cons­ti­tuição, porque, como bem lembra a Ollie, no­va­mente eles querem fazer de todo mundo culpado sem ao menos um julgamento.

Mas o pro­blema cer­ta­mente deve ser outro. A in­ca­pa­cidade de uma CPI in­ves­tigar casos desse porte é no­tória. E se o Google não di­vulga in­for­mações, eu aposto que é porque eles já ajudam o FBI e a In­terpol de forma si­gilosa. Essas in­ves­ti­gações pre­cisam ser assim. Agora, sério, entre dar in­for­mações para estes ou para uma CPI de um país sub­de­sen­volvido, o que manda o seu bom-​senso? Pois é…

A ver­da­deira questão pode ser pior, mais suja e mais mes­quinha. Falas como a do pre­si­dente da CPI, Magno Malta (PR-​ES):

– Não po­demos pre­servar os di­re­tores – afirma Malta. – É crime pro­teger ma­terial com por­no­grafia in­fantil. Se dei­xarmos os pro­ve­dores e os pro­pri­e­tários dos sites isentos, não es­ta­remos fe­chando toda a cadeia. É preciso que se es­ta­beleça no país a cultura de que não só quem tira a foto é que par­ticipa do crime, quem di­vulga e quem mantém dis­po­nível também tem sua par­ti­ci­pação. — JB Online

Blo­quear o acesso ao Google cau­saria uma con­vulsão mundial. Ficar ao lado do Irã, China e si­mi­lares não é algo que a nata po­lítica quer. É in­viável. Mas multar uma em­presa, bem, isso sim é bem mais prático e fácil. E de acordo com o Google, é exa­ta­mente isso que querem os se­na­dores, co­locar a em­presa direto no banco dos réus, sem in­ves­ti­gação, sem nada.

E o Google é uma em­presa que quando comprou o Youtube pagou, assim sem pes­ta­nejar, US$ 1,65 Bi­lhões! E o Ro­berto Tei­xeira fica ne­go­ciando venda da Varig? Oh com­padre que não tem visão de mercado esse, não?

Quem sabe essa CPI pre­ci­saria de uma CPI para investigá-​la? Afinal, toda CPI precisa de um fato de­ter­minado para ser criada. Como é que o Google entrou nessa his­tória? Porque co­meçou uma onda bem es­tranha de de­núncias contra o site? E, de acordo com a in­tenção inicial, os se­na­dores estão na­ve­gando por mares nunca antes na­ve­gados. E pensar que, por exemplo, em 1998 o FBI já tinha US$ 10 mi­lhões para caçar imagens feitas por esses pre­da­dores se­xuais na in­ternet. Nessa época o Brasil saia da BBS e en­trava na era da co­nexão discada. É fato que os pe­dó­filos ser or­ga­ni­zaram numa rede pro­fis­sional. Uma CPI nunca daria conta de achar o mais burro deles. Mas po­deriam aprender com sua total in­com­pe­tência no assunto.

Seria bem mais ra­zoável que essa CPI en­ten­desse que, para esses tipos de crimes vir­tuais (e até os reais!), so­mente um de­par­ta­mento de­dicado daria conta. Po­deria ser uma das so­luções apon­tadas no tal re­la­tório final. Quem sabe também uma análise de leis contra esses crimes em outros países, e uma dis­cussão ju­rídica séria que es­tu­dasse a pos­si­bi­lidade ou não de adapta-​las para a nossa re­a­lidade. Mas ao invés disso, os se­na­dores partem para cima do Google Inc. como ba­ratas que não con­seguem ficar longe do lixo. É muito es­tranho. Não é lógico.

Mas o Brasil não é exemplo de lógica ou na­ci­o­na­lidade. Parece mais um re­a­lismo fan­tástico mis­turado com a pior co­média de cos­tumes que uma mente do­entia e sem graça po­deria criar. De fato, es­perar qualquer co­e­rência e uso de bom-​senso por parte dos nossos ex­ce­len­tís­simos é tão im­pro­vável como or­denhar uma planta. Mesmo assim tem gente que bebe leite de soja todo dia. En­quanto dis­cutem como ferrar a Google Inc., mi­lhares de me­ninos e me­ninas sofrem abusos no país. Pior ainda, isso acontece até na beira nas es­tradas que ligam Bra­sília às ci­dades natais desses nossos grandes e no­táveis con­gres­sistas. É uma piada pronta ou não é?