Existiu um tempo quando os repórteres iam confirmar quaisquer declarações dadas por autoridades. Se o Hamas diz que 300 crianças foram mortas pelo exército de Israel, lá ia o jornalista na linha de frente ver se isso era verdade. Ninguém tem mais coragem, e só um louco se enfiaria nas fileiras do Hamas para tentar fazer uma reportagem, pois sabem que essa turma mata sem dó, nem piedade. Então, que não noticiem tais coisas como verdade, colocando as responsabilidades em quem declarou. Isso não é jornalismo. Num conflito assim, é pior do que falta de responsabilidade: é estar ao lado dos terroristas. Fossem bons profissionais, os jornalistas iriam ao front presenciar os fatos.