Eu nunca fui fã do Roman Rajmund Polański. Mas acho dois trabalhos dele geniais: Dança com os vampiros e a Sharon Tate. Para quem não sabe, ela foi assassinada pelos amigos do Charles Mason, aquele maluco covarde, ainda grávida do filho do casal. Polanski e Tate eram casados. Se isso acontecesse comigo, ficaria doido, totalmente lelé. Enfim, o casal se conheceu em 67. Dez anos depois Roman fez sexo com uma menina de 13 anos. Trinta anos depois ele está preso por causa disso em Zurique. Mas o mistério permanece: o que aconteceu com o outro “Polanski”?
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Onde está o outro Polanski?
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Mídia e Ética: Caso Eloá
Qual seria o verdadeiro compromisso da mídia? Seria levar a informação àqueles que a anseiam? Seria despir o mundo, na tentativa de mostrar a sua essência? Desmistificar assuntos na urgência de sua discussão? Em suma, mostrar a verdade em meio a confusão que é a vida?
Sabemos que o compromisso com a busca pela verdade é muito maior do que a verdade em si. Nem mesmo a definição de “verdade” é clara, direta, real. Um conceito abstrato, personagem principal de lutas filosóficas desde o início dos tempos. Buscá-la, ao contrário, sempre foi estimulado e valorizado. Nesse assunto, o caminho sempre foi mais importante que o destino final.
Então, qual seria a vocação ética da mídia? Podemos entrar finalmente na questão depois de descobrir o que ela significa. No bom-senso comum ética seria a imparcialidade no relato dos fatos. Mais, uma ausência de pré-julgamentos, um compromisso, antes de tudo, com a busca pelo verdadeiro. Por isso, fomentar a discussão, o debate, o senso crítico dos indivíduos é fundamental.
É ser humano se apaixonar, chorar, sentir falta, não executar duas meninas a queima roupa.
A teoria só reflete a prática se espelhar-se na última. O que entendemos por vocação ética da mídia é mais um pensamento abstrato, filosófico, do que uma realidade. Informar, acima de tudo, é selecionar. A imparcialidade não está na divisão equivalente entre os pontos-de-vista distintos. Muito menos na linguagem estéril que, ultimamente, é tão comum na imprensa. A imparcialidade é uma mentira. Ela não existe. É apenas um mito. E como todos, cada vez que o destruímos, automaticamente o reforçamos.
Mas o caso Eloá trouxe algumas mudanças, só não sei se serão definitivas ou não. Há anos não vejo os veículos de comunicação chamarem assassinos pelo nome. Normalmente são “suspeitos”, mesmo quando presos em flagrante delito. A mídia não é procuradoria, nem juiz ou júri para condenar ou absolver quem quer que seja. “Assassino” é apenas o que Lindemberg escolheu para sua vida. Não é problema do Jornal Nacional as escolhas que ele fez, mas é preciso sim, sem sombras de dúvida, chamar pelo nome a verdade que aparece.
Fomentar o debate nunca foi tarefa da mídia. Ela usou esse artifício quando as pessoas o requisitavam como peça fundamental do discurso.
Não há uma justiça a se procurar na mídia, ela só exististe no indivíduo. Uma sinceridade da mídia está no fato dela mostrar que, acima de tudo, só seleciona e compila. Gostamos de acreditar que esse profissional trabalha por nós – que ele busca a verdade enquanto o cidadão comum preocupa-se com trabalho, casa, filhos. Mas isso é um ato solitário e não pode ser delegado a outros. Acontece dentro da mente de cada um, e somente nela. É um exercício individual e intransferível.
Em casos como esse, fica fácil achar essa verdade, especialmente quando ela está gravada em vídeo. Ainda assim, não faltarão analistas para culpar a mesma mídia pelo desfecho da história. São apenas teorias ignomiosas, de jornalistas que pouco fazem e muito dedicam a causas ideológicas.
A única vocação ética da mídia é manter-se, é o compromisso com sua sobrevivência. Houve um tempo no qual essa vocação era explícita – era manifesta porque urgente. Aqueles que buscavam a informação o faziam para poder pensar sobre determinado assunto e buscar por si sua essência. A parcialidade latente era necessária para mostrar a que a mídia defendia, contra quem lutava, qual verdade buscava. Só assim poderiam levá-la a sério.
Fomentar o debate nunca foi tarefa da mídia. Ela usou esse artifício quando as pessoas o requisitavam como peça fundamental do discurso. Não foi ela quem mudou, mas o público. Hoje, a urgência é de processos acabados, explicados, finitos em si. Há muito pouca disposição para refletir sobre um assunto. Para sobreviver, a mídia se adaptou.
Mas alguma coisa aconteceu agora. Num ano cheio de tragédias, os verdadeiros jornalistas parecem ter acordado. Viram que a escola do Alberto Dines não consegue apreender a realidade tal como ela é. O “jornalismo imparcial” serve a interesses, não à verdade. O público precisa mais do que meias palavras. E também fica difícil fazer eufemismos quando a vida real é tão cruel, tão mau, tão asquerosa.
A questão não é explicar como a mídia não estimula o debate, nem o senso crítico do seu público – nunca foi seu papel. Agora, se quisermos explicar como a sociedade baniu a vontade de pensar e raciocinar, podemos buscar a verdade dentro desses limites estabelecidos. E essa verdade é uma das mais fáceis de se descobrir. O problema é acreditarem nela — mesmo ela aparecendo ao vivo e a cores em cadeia nacional de rádio e televisão.
PS: Para quem não entendeu a foto com o texto, leia isso.
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Orkut de Lindemberg?
Vai saber se é real ou algum maluco, mas o google já poderia ter retirado do ar esse orkut do Lindemberg e mandado os dados pra justiça, não? O Google Inc também não ajuda…
Tags:Crime, justiça, polícia, STF, tarso genro
Um bode no Rio Grande Do Sul
Tarso Genro é um imbecil. Como advogado ele é um asno. Só mesmo num período de loucura tal cidadão (porque ele é) pode ser chefe de qualquer coisa. Sobre o uso de algemas, o ilustre declarou:
“Isso aí [a restrição ao uso de algemas] pode gerar uma reação mais violenta na pessoa [um eventual preso], o que leva a Polícia Civil a ter mais violência para se proteger”, disse o ministro, antes de proferir uma palestra para estudantes.
Tarso Genro afirmou também que, “por ser bem preparada, por ser uma elite treinada”, a Polícia Federal terá mais facilidade para se adaptar à decisão do STF.
“O arbítrio do agente aumentou. O juízo do agente de usar ou não algema ficou mais forte, ele fica mais senhor da custódia”, afirmou o ministro.
“Se tivesse uma decisão, por exemplo, não se pode algemar ninguém ou pode algemar determinadas pessoas, aí o policial teria uma norma mais direta sobre a sua conduta.”
O que é isso? quer dizer que não devemos confiar na polícia civil porque ele é mal treinada? Digamos, se qualquer um for abordado, o policial civil é um brucutu que não conhece as leis? Portanto, diante de uma situação de vida ou morte (pois policiais civis podem usar armas), o cidadão precisa se defender de agentes públicos que não conhecem as leis e seus limites?
Tarso genro está dizendo, no âmago, que os cidadãos devem reagir à polícia porque eles não tem capacidade de abordar um cidadão de bem. Onde já se viu isso?
Como ele disse, o uso de algemas, de acordo com o STF, é ilegal em certos casos. Como um cidadão de bem, posso me opor ao abuso de autoridade (que é crime), portanto, a reação à polícia está regulamentada no código penal.


