Por um mundo hipocondríaco
A política nasce quando acaba o cano da espingarda. É aquele “não, não, por favor, não”. Por isso nenhum político deve ser levado a sério. Eu já mandei essa gente pro inferno quando eu nasci.
A política nasce quando acaba o cano da espingarda. É aquele “não, não, por favor, não”. Por isso nenhum político deve ser levado a sério. Eu já mandei essa gente pro inferno quando eu nasci.
Nem terminei meus vinte anos e já sinto saudade “daqueles tempos”. Não só as meninas fazem sexo cada vez mais cedo, os meninos agora têm doenças de aposentado. Mas isso tudo parece tão distante e totalmente irrelevante quando eu não posso nem mais fumar num boteco.
A Polícia é uma piada. Os motoboys fazem o que querem e morrem por isso, se juntam em bando quando fazem merda e nós, pobres mortais que pagamos IPVA tempos que ficar lá, mesmo se formos espancados, ou somos presos por “omissão de socorro”. Ridículo.
Minha biblioteca, como as histórias de amor, também é um clichê. Talvez a de todo mundo seja, mesmo que ninguém admita. Eu gosto de passar por ela, e me pego, às vezes, admirando os livrinhos enfileirados. Sinto uma sensação tão grande de orgulho que só pode ser pecado. “Padre, perdoe porque eu pequei. Faz 16 anos desde minha última confissão. Eu olho a minha biblioteca é fico todo orgulhoso…”.