Por um mundo hipocondríaco
A política nasce quando acaba o cano da espingarda. É aquele “não, não, por favor, não”. Por isso nenhum político deve ser levado a sério. Eu já mandei essa gente pro inferno quando eu nasci.
A política nasce quando acaba o cano da espingarda. É aquele “não, não, por favor, não”. Por isso nenhum político deve ser levado a sério. Eu já mandei essa gente pro inferno quando eu nasci.
A criança aprende que cair de bicicleta machuca porque vêem os mais velhos se estribuchando no chão. Quando perdem a referência, acreditam que sacos plásticos podem ser para-quedas e pulam do 13º andar. A mãe deixar uma criança de 13 anos sozinha e ir fazer compras é normal, porque, enfim, para essa gente alguém com 13º anos é uma pessoa normal. Bem, essa mãe descobriu que não era tarde demais.
O tratamento do processo jurídico pelos jornalistas é deficitário não por causa de uma norma corporativa, e sim porque os jornalistas nada ou pouco sabem sobre o sistema jurídico. Os jornalistas não sabem, nem querem, aprender a ler processos. Os jornalistas acham o tempo de trâmite no judiciário longo e tedioso. Acusam os patrões de exigirem prazos imediatos para a entrega de matéria. O tempo de apuração e de redação de uma notícia não são tão curtos. O que falta à maioria dos profissionais é conhecimento e competência para exercer suas funções.
Não há uma justiça a se procurar na mídia, ela só exististe no indivíduo. Uma sinceridade da mídia está no fato dela mostrar que, acima de tudo, só seleciona e compila. Gostamos de acreditar que esse profissional trabalha por nós – que ele busca a verdade enquanto o cidadão comum preocupa-se com trabalho, casa, filhos. Mas isso é um ato solitário e não pode ser delegado a outros. Acontece dentro da mente de cada um, e somente nela. É um exercício individual e intransferível.